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Mostrando postagens com o rótulo Ação

Crítica | O Conde de Monte Cristo: esta nova versão do clássico da literatura vem repaginada como um filme de ação, para alcançar as novas gerações

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O Conde de Monte Cristo: direção de Matthieu Delaporte e Alexandre de La Patellière UM UNIVERSO DRAMÁTICO... REPAGINADO! O clássico da literatura O Conde de Monte Cristo é um dos romances mais populares do escritor francês Alexandre Dumas; foi publicado pela primeira vez como folhetim em 1844. Já inspirou diversas adaptações para o teatro e para o cinema – desde que o cinema foi inventado, a cada década uma nova versão é lançada, para deleite dos cinéfilos mais exigentes. Não é para menos: a trama minuciosa e envolvente traz elementos de ação, suspense, drama, romance e aventura; além disso, a história poderosa tem um protagonista multifacetado e nos apresenta a uma variedade de personagens odiosos, além de outros que conquistam a nossa simpatia. Sinopse: a vingança como objetivo de vida           Todos nós já conhecemos a sinopse de O Conde de Monte Cristo , já que o livro está na grade curricular do ensino médio – ao menos estava quando frequentei os ban...

Crítica | Kill Bill: Quentin Tarantino mostra seu poder narrativo e entrega um filme de kung fu autêntico, original e inovador

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Kill Bill: direção de Quentin Tarantino UM SÓLIDO CASTELO DE REFERÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS Tinha doze para treze anos quando entrei pela primeira vez no Cine Arlequim, um pulgueiro no centro de Curitiba, que mantinha uma promoção imperdível: pelo preço de um único ingresso, era possível assistir a três filmes, exibidos em sequência. Esse não era, entretanto, o maior atrativo; o que me animava era o fato de que um dos três filmes era sempre uma pornochanchada, proibida para menores de 18 anos. Se chegasse no começo da sessão e comprasse uma entrada inteira, o bilheteiro fazia vista grossa. Uma vez na plateia, teria que esperar uma eternidade para finalmente ver o que de fato interessava; teria que passar por dois filmes de kung fu, daqueles produzidos na China, com legendas em português. Um gênero consolidado           Nos primeiros anos da década de 1970, as pornochanchadas que alvoroçavam meus hormônios eram produções ingênuas e leves, se comparadas às de h...

Crítica | Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes: Guy Ritchie estreou com um dos melhores filmes policiais dos anos 1990. E continua vibrante!

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Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes: direção de Guy Ritchie AÇÃO INTELIGENTE, COM CHARME E ESTILO Esbarrei em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes , filme dirigido em 1998 por Guy Ritchie, quando o título entrou na grade da TV por assinatura; foi justamente na hora em que decidi me estatelar no sofá e zapear sem rumo. Não tenho o hábito de pescar (muito menos a habilidade necessária), mas me senti como se tivesse apanhado um peixão. O filme já tinha mais de 20 anos e ainda exalava muito frescor; misturava ação, comédia, violência e gângsteres ingleses, numa história inusitada, com narrativa ágil, repleta de diálogos inteligentes e uma linguagem audiovisual bem elaborada. Ah, e como esbanjava estilo! A estreia de Guy Ritchie           Uso os verbos no passado na tentativa de expressar meu entusiasmo enquanto aproveitava, no conforto do sofá, aqueles momentos mágicos para qualquer cinéfilo; o filme continua exalando frescor e ainda carrega motivos de s...

Crítica | O Troco: Brian Helgeland fez um filme sombrio, mas Mel Gibson o refez e o tornou mais catártico e divertido

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O Troco: direção de Brian Helgeland SÓ NOS RESTA TORCER PELO ANTI-HERÓI Jamais assisti a O Troco numa sala de cinema. Dirigido em 1999 por Brian Helgeland, o filme não despertou meu interesse na época; imaginei que contasse uma daquelas histórias rasas de vingança. Tempos depois, tropecei com o título na grade de programação da TV por assinatura e constatei que é isso mesmo. Mas o longa irradia tanto charme que se torna divertido e envolvente. Adorei! Claro que o vingativo protagonista não tem a profundidade de um Hamlet, que vê seu mundo corroído por causa de um desejo de vingança cultivado com afinco. Porém, tem o carisma de um implacável Mel Gibson, determinado a recuperar o que lhe roubaram. Vingança, motor de muitas histórias           Se citei Hamlet , foi apenas para lembrar que histórias de vingança não são necessariamente rasas; para além da explosão emocional, os autores sempre encontram densidade para alicerçar o desejo de desforra: a necessidad...

Crítica | O Infiltrado: Guy Ritchie faz um remake hollywoodiano de um filme francês, mas erra no tempero. Faltou profundidade emocional

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O Infiltrado: direção de Guy Ritchie FURIOSO E ENVOLTO EM MISTÉRIOS           O diretor inglês Guy Ritchie é um craque dos filmes de ação e não tem medo de experimentar novidades. Notabilizou-se pelo estilo extravagante, que o projetou quando lançou o ótimo Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e depois em Sherlock Holmes , O Agente da U.N.C.L.E . e O Pacto , entre outros. A presença do seu nome nos créditos de O Infiltrado , filme que dirigiu em 2021, foi motivo suficiente para pôr a pipoqueira para funcionar e acomodar-me no sofá diante da TV, à espera de ótimo entretenimento. Ele veio, mas a mistura de ingredientes que degustei não trouxe o refinamento que esperava. Nem tão superficial, nem tão profundo           O Infiltrado marca a quarta colaboração entre o diretor Guy Ritchie e Jason Statham, o astro dos filmes de ação que costuma atuar em uma diversidade de filmes – alguns de qualidade sofrível. Aqui, porém, a du...

Crítica | Zona de Risco: Willian Eubank entrega um filme de ação clássico, com tiros, drones e tecnologia da comunicação. É entretenimento bélico!

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Zona de Risco: direção de Willian Eubank UM VISLUMBRE DA MODERNA GUERRA DE DRONES Quando me deparei no serviço de streaming com o filme Zona de Risco , dirigido em 2024 por William Eubank, um arrepio de medo me percorreu a espinha. É que a foto de um Russell Crowe com sobrepeso me sugeriu uma arapuca: será possível que um astro com tantos e relevantes serviços prestados a Hollywood já esteja à beira da aposentadoria forçada? Estaria apenas emprestando seu nome para um produção B, com o objetivo de  atrair bilheteria?  Detestaria vê-lo numa ponta insignificante. Um filme de ação com qualidades          Despois, prestei mais atenção n o nome do diretor: William Eubank. Ele já tem outros filmes de ação  no currículo , como O Sinal: Frequência do Medo e Ameaça Profunda , que apesar de serem rasos em dramaturgia, alcançam média razoável no quesito entretenimento. Como estava ávido por um filme de ação, apertei o play e não me arrependi. Em Zona de Ri...

Crítica | O Assassino: David Fincher vem com uma ótima adaptação da famosa HQ francesa e entrega um filme divertido

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O Assassino: direção de David Fincher UM PROTAGONISTA ABJETO, CAINDO EM CONTRADIÇÃO David Fincher, com seu O Assassino , filme de 2023, nos presenteou com sua versão da graphic novel de mesmo título criada em 1998 pelos franceses Alexis Nolent e Luc Jacamon. Os apreciadores dos quadrinhos ficam na expectativa de respirar a mesma atmosfera intimista que já conhecem. Os cinéfilos, apostam no estilo descolado do diretor e suas provocativas reviravoltas no final.  Mas sabe o  que o filme consegue matar de verdade? Os paradigmas!  Para começo de conversa, trata-se de um filme B, rótulo que os especialistas dão às produções ligeiras, de baixo orçamento e sem o brilho das estrelas consagradas. Mas não isso não é de todo pejorativo: consigo me lembrar de inúmeros filmes B deliciosos, especialmente dos anos 1970 e 1980, que se tornaram cult. Personagens em profundidade? Esqueça! Reflexões filosóficas sobre a vida e a morte? Negativo! É apenas entretenimento, com certo r...

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