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Mostrando postagens com o rótulo Comédia Dramática

Crítica | Patch Adams - O Amor É Contagioso: Robin Willians se esforça, mas não encontrou um texto apropriado para dramatizar esta história real

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Patch Adams - O Amor É Contagioso: dirigido por Tom Shadyac SOBROU COMÉDIA E AÇUCAR, FALTOU O DRAMA Há muitos erros em Patch Adams - O Amor é Contagioso , dirigido em 1998 por Tom Shadyac. Mas há pelo menos dois acertos que conquistam os fãs; o primeiro foi trazer à tona um tema bastante sensível: a impessoalidade com a qual somos tratados pela classe médica. O filme nos lembra que saúde e doença são estados que expressam nossa individualidade, embora a sociedade teime em enxergá-los como manifestações padronizadas, que só se materializam no coletivo. Os sintomas servem apenas para levar ao diagnóstico; os tratamentos que funcionam com uns, devem funcionar com a maioria; a cura é um processo que vem ao nosso encontro, de fora para dentro... Enquanto tais conceitos questionáveis saltam aos olhos, o filme nos faz confrontar duas realidades, que se tangenciam: de um lado, a angústia do paciente que está em busca de cura, de outro, a aflição de médico que tenta ajudar como pode. Ambos sofr...

Não Olhe Para Cima: sátira política à procura de bons entendedores

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Não Olhe Para Cima: dirigido por Adam McKay SOBRAM FARPAS E CRÍTICAS PARA TODOS OS LADOS Quando foi lançado,  Não Olhe Para Cima , filme de 2021 dirigido por Adam McKay, causou um enorme impacto midiático. A onda de sucesso ressoou por vários dias – será que durou duas semanas? Seu estrondo se fez ouvir por todos os sites de entretenimento e feeds das redes sociais; virou o assunto da hora. Todos tentaram tirar proveito do filme e garantir audiência para seus comentários, críticas, análises, comparações... Quem tinha algo de inteligente a dizer, já o fez; quem teve ideia para um meme, já postou; quem precisava marcar território no campo ideológico, já fincou sua bandeira. Agora, sobraram o vento e o silêncio. O sabor de novidade se diluiu no caldo morno da cultura popular e a humanidade voltou ao habitual estado de espera pela próxima sensação do momento.           Não Olhe Para Cima foi feito da mesma substância fugidia que tentamos agarrar diariamen...

Loucos por Justiça: Mads Mikkelsen não está para brincadeiras

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Loucos Por Justiça: filme de Anders Thomas Jensen DE GÊNERO EM GÊNERO, SEM PERDER A VEROSSIMILHANÇA Close no militar embrutecido pelo estresse pós-traumático. De tão calejado de guerra, ele só consegue enxergar o mundo pela perspectiva da violência. Transformado em máquina de guerra poderosa e incontrolável, sua razão de ser é causar dor nos inimigos incautos que cruzam seu caminho. Suas feições gélidas intimidam, seu olhar não deixa entrever qualquer emoção, suas expressões jamais se alteram... Não restam dúvidas: estamos diante de um personagem padrão nos filmes de ação hollywoodianos.           Mas espere! Esse não é um filme americano, é dinamarquês! E repare bem: o tal militar não é um recipiente vazio de emoções; sua estampa fervilha em aflição e angústia enquanto os sentimentos escapam pelas microexpressões do ator! E, falando nisso, que ator é esse? Meu Deus, é o Mads Mikkelsen, com a cabeça raspada e uma barba imensa! Ah, esse Loucos Por Justiça , ...

Tempos Modernos: até hoje, um ícone palpável da modernidade

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Tempos Modernos: filme de Charlie Chaplin A PANTOMIMA QUE RESISTE AO CINEMA FALADO Não há escapatória! Os profissionais da comunicação que criam anúncios, postagens, vídeos e peças promocionais para a internet precisam lançar mão de um recurso gráfico que se tornou obrigatório: o ícone. Esses signos, pequenas imagens que carregam extraordinário poder de síntese, valem por todas as palavras que não pronunciamos porque estamos sempre apressados. Decidiu qual produto comprar? Então clique no desenho do carrinho de supermercado. Quer mostrar seu apreço pela foto postada por um amigo? Então clique no desenho da mão que gesticula um positivo. Tudo muito intuitivo, rápido e fácil, como nos cabe nesses... tempos modernos!           Por óbvio que os ícones não são invenções dessa geração que agora está no comando; remontam ao surgimento da própria escrita e são utilizadas desde sempre para representar variados conceitos. Não sei se Charlie Chaplin os tinha em mente ...

Druk - Mais uma Rodada: um filme... etílico!

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Druk - Mais uma Rodada: filme de Thomas Vinterberg BEBER É ARRISCADO, MAS PODE SER UMA JORNADA DE APRENDIZADO Apenas quatro dias depois de iniciar as filmagens de Druk - Mais uma Rodada , seu filme de 2020, o diretor Thomas Vinterberg recebeu uma ligação que o pôs devastado: tragicamente, sua filha Ida, de 19 anos, perdera a vida num acidente de carro. Ela estava escalada para interpretar a filha de um dos protagonistas e se mostrava empolgada com a produção, que abordaria o universo dos estudantes do ensino médio; inclusive, várias cenas seriam filmadas na sala de aula que frequentava, com alguns de seus colegas como figurantes. Vinterberg, certo de que seria desejo da filha ver o filme concluído, encontrou forças para seguir em frente. Realizou um filme denso, complexo e tocante.           Começar a escrever sobre um filme a partir de circunstâncias trágicas, que não têm relação direta com seu enredo, pode ser arriscado; pode criar um gatilho emocional qu...

Feitiço do Tempo: um personagem na trilha do autoconhecimento

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Feitiço do Tempo: filme dirigido por Harold Ramis ELE TEVE TODO O TEMPO DO MUNDO PARA APRENDER No cinema, quem é o dono de uma história, afinal? O seu autor? O roteirista que a estruturou num discurso palatável para as audiências? O diretor que a concebeu em sua forma audiovisual e lhe deu ritmo e atmosfera apropriados? O detentor dos seus direitos de exibição? Um sem número de pendengas jurídicas são instauradas tribunais afora, na tentativa de encontrar respostas. Há também muitos descontentes que se consideram plagiados. O filme  Feitiço do Tempo , comédia dramática de 1993 dirigida por Harold Ramis, não escapou dessa polêmica. Mas para tocar nesse assunto, é preciso partir da sua sinopse.           O filme conta a história de Phil Connors (Bill Murray), um repórter presunçoso e arrogante, especializado em previsão do tempo. Alcançou o status de subcelebridade e já não se contenta com o pedestal onde subiu; quer alcançar um mais alto. Antes, porém, ...

Django Livre: era escravo, mas virou pistoleiro implacável

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Django Livre: filme dirigido por Quentin Tarantino TARANTINO VAI DIRETO NA ESSÊNCIA DO WESTERN: A LIBERDADE! Em um filme, as decisões tomadas pelo protagonista determinam o desenrolar da trama. Entretanto, para que a história transmita credibilidade e verossimilhança, tais decisões não podem ser aleatórias; precisam estar coerentes com o conjunto de crenças e valores que o personagem carrega como verdade interior. Para chegar a ela, roteiristas habilidosos e criativos se valem de um truque conhecido; enquanto martelam o teclado do computador, buscam o tempo todo responder a uma pergunta essencial: qual é a principal motivação que de fato impulsiona o protagonista ao longo da sua jornada? Eles sabem que personagens complexos se alimentam de um composto de motivações; já os rasos, precisam de apenas uma obsessão.           Nos filmes de ação, o tipo mais comum de protagonista é justamente aquele que não enverada por complexidades. Resolve suas pendengas a bal...

Crítica | O Último Grande Herói: John McTierman fez uma sátira dos filmes de ação e usou toques de metalinguagem. É inteligente e criativo!

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O Último Grande Herói: filme de John McTiernan UM INESPERADO EXERCÍCIO DE METALINGUAGEM O filme O Último Grande Herói , dirigido em 1993 por John McTierman,  é mais uma comédia de ação estrelada por Arnold Schwarzenegger. Conta a história de um garoto que, de repente, se vê transportado para a realidade paralela dos filmes de ação. Tornou-se um estrondoso fracasso de bilheteria, causado por uma série de decisões equivocadas dos marqueteiros do estúdio – foi lançado praticamente junto com Jurassic Park - Parque dos Dinossauros , do Steven Spielberg, esse sim um arrasa-quarteirão! O filme, porém, merece um olhar mais atento, pois tem qualidades para surpreender os cinéfilos mais exigentes.  Ingresso para uma realidade paralela           A sinopse de Último Grande Herói é simples: Danny Madigan, interpretado por Austin O'Brien, é um garoto que acaba de perder o pai para o câncer e encontra nos filmes de ação que enaltecem a violência uma forma ...

Crítica | Amarcord: as lembranças de Fellini eternizadas num filme inesquecível

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Amarcord: filme dirigido por Federico Fellini HUMOR, LIRISMO, NOSTALGIA E UMA ATMOSFERA ONÍRICA Quando foi lançado em 1973,  Amarcord  evocava um certo clima de safadeza, dada a sua temática sexual – eram tempos bem mais puritanos! Hoje é esta obra de Federico Fellini é reconhecida como grande clássico, com relevância na história da sétima arte. É uma comédia dramática composta de um amontado de cenas e esquetes, que não estão presos a uma linha de tempo ou a uma trama estruturada. Não há uma história a ser seguida; tudo o que temos são situações que lampejam como recordações da infância e da adolescência de Fellini, vividas em Rimini, sua cidade natal. Amor, sexualidade, vida familiar, religião, política, educação, cinema, causos... Tudo é contado com doses generosas de humor, lirismo, nostalgia e emoções verdadeiras. Lembranças do cineasta           O significado do título desperta curiosidade.  Amarcord , que virou neologismo no idiom...

A Vida é Bela: um humorista colhido pelo holocausto

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Direção: Roberto Benigni UM COMEDIANTE VIVENDO OS HORRORES DO HOLOCAUSTO Para uns, belo e poético, para outros, esquizofrênico e desrespeitoso. O fato é que o filme  A Vida é Bela , comédia dramática de 1997 dirigida por Roberto Benigni, brincou com um assunto sério e navegou num mar de polêmicas, mas terminou atracando nas docas do sucesso. Venceu o Grand Prix do Festival de Cannes em 1998 e faturou três Óscares: melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor trilha sonora – composta por Nicola Piovani. Escrito pelo próprio Benigni em parceria com o roteirista Vincenzo Cerami, o filme ainda suscita discussões acaloradas entre os cinéfilos.          A história contada no filme  A Vida é Bela se passa durante a Segunda Guerra Mundial, na cidade de Arezzo, na região da Toscana. Guido Orefice, interpretado pelo próprio Benigni, é um judeu destrambelhado, que ganha a vida como garçom, mas sonha em abrir uma livraria. Conhece Dora, interpretada por Nicolet...

A Morte de Stalin: uma sátira sobre a disputa pelo poder

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A Morte de Stalin: filme dirigido por Armando Iannucci UMA COMÉDIA QUE EXALA HUMOR REFINADO E ELEGANTE Quando examinei a capa no serviço de streaming , fiquei em dúvida: que tipo de filme é esse? Um drama histórico? Uma cinebiografia? Precisei consultar o buscador na internet para entender que se trata de uma comédia, o que aumentou ainda mais minha relutância – sou exigente em relação às comédias e não é qualquer rompante de humor escrachado que me agrada; porém, uma rápida olhada na ficha técnica do filme me convenceu de que A Morte de Stalin , realizado em 2017 por Armando Iannucci, merecia uma chance.           Em primeiro lugar, o diretor tem ótimas credenciais: o escocês tornou-se um expoente da comédia política entre o público americano, por meio da série Veep , que escreveu, produziu e dirigiu para a HBO. Em segundo lugar, o elenco reúne nomes de peso entre os americanos e britânicos. Foi o suficiente para deduzir que o filme poderia tra...

Crítica | Cães de Aluguel: Tarantino estreou com um filme original e inovador. Mas onde está a novidade, afinal?

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Cães de Aluguel: filme dirigido por Quentin Tarantino O ESTILO TARANTINO DE FAZER CINEMA De quais substâncias é feita uma novidade? Originalidade? Ineditismo? Singularidade? Quando Quentin Tarantino escreveu e dirigiu Cães de Aluguel , em 1992, seu filme exalava novidade; era diferente de qualquer outro já feito. Contava uma história brutal, mas o fazia com pitadas de humor, insinuando algo de improvisado e realizado com certo desleixo. Era uma obra que parecia não se levar a sério; lembrava mais um mero fragmento do verdadeiro drama policial que tentava narrar. Pensando fora da caixa           Cães de Aluguel é um filme sobre um assalto bem-sucedido, realizado por um bando de homens que não se conhecem. Acontece que a ação, envolvendo o planejamento e a execução do roubo, é solenemente  ignorada por Tarantino.  Nas mãos de um diretor convencional, esta parte da história seria tratada como a cereja do bolo e renderia cenas recheadas de suspe...

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