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Mostrando postagens com o rótulo Comédia

Crítica | A História do Mundo - Parte 1: Mel Brooks dá sua versão dos fatos nessa comédia politicamente incorreta, que zomba com tudo e todos

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A História do Mundo - Parte 1: direção de Mel Brooks POLITICAMENTE INCORRETO, COMO DEVE SER! Não, Mel Brooks nunca teve a intenção de realizar uma segunda parte para a comédia  A História do Mundo - Parte 1 , que escreveu, dirigiu e produziu em 1981. O título nasceu como uma piada, que ele fez questão de contar em uma entrevista: dirigia a caminho do trabalho quando foi abordado por um conhecido inoportuno. O abusado emparelhou com seu carro é gritou:           – E então, está trabalhando em mais um filme grandioso?           – Sim, vai se chamar A História do Mundo – retrucou Brooks. Inventou na hora o título mais grandiloquente que conseguiu imaginar.           – Nossa! Como vai conseguir contar tudo em um único filme? – especulou o sujeito. Mel Brooks não perdeu a oportunidade e se saiu com a tirada:           – Tem razão! Acho que vou chamá-lo de A História do...

A Balada de Buster Scruggs: a mitologia do velho oeste tratada com humor inteligente

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A Balada de Buster Scruggs: dirigido pelos irmãos Coen CINEMA DE QUALIDADE MULTIPLICADO POR SEIS Como um garoto urbano, nascido em 1960, fui criado na frente do aparelho de TV, aquele móvel imenso, que ocupava todo um canto da sala, mas tinha uma tela proporcionalmente pequena. Era dotado de um tubo de raios catódicos, que quando atiçado por uma insondável traquitana eletrônica valvulada, exibia imagens em preto e branco. O tubo demorava vários segundos para esquentar, até que a imagem ficasse clara o suficiente; e com sorte, também ficaria nítida, se as condições atmosféricas não atrapalhassem. Chuviscos e fantasmas eram a regra e se incorporavam à linguagem da televisão, uma mídia ainda jovem, mas esforçada em entregar uma programação variada: desenhos, novelas, esportes, shows de auditório, seriados e... filmes!           Foi pela TV que o cinema entrou no meu cotidiano. Os filmes exibidos na telinha, todavia, eram velhos! Novidades? Só nas salas de exib...

Fargo: personagens fictícios inspirados em eventos reais

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Fargo: direção de Joel Coen EIS QUE ENTRA EM CENA UMA PERSONAGEM ADORÁVEL Ludy ficou interessada em Fargo . Vasculhávamos o serviço de streaming quando minha mulher reparou na capa ilustrada com a foto da atriz Frances McDormand; quiz saber que tipo de filme era aquele. Gaguejei para responder:           – Olha... É uma comédia, mas não é filmada exatamente como uma comédia. Tem muito humor, mas é meio sombrio. É baseado em uma história real, mas nem tanto, já que os roteiristas acrescentaram pencas de elementos ficcionais. É um filme violento, mas tem passagens ternas e sutis. É um filme policial americano, mas se passa numa região com jeitão dos países nórdicos...           Depois da enxurrada de conjunções adversativas, Ludy ficou mais interessada ainda. Apertei o play e nos deliciamos com esse belo filme realizado em 1996 por Joel e Ethan Coen. Fargo é assim mesmo: uma produção marcada pela originalidade, tanto que alçou ...

O Grande Lebowski: o filme mais engraçado dos irmãos Coen

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O Grande Lebowski: direção de Joel Coen QUAL A MELHOR RECEITA PARA FAZER COMÉDIA? O homem conta histórias desde os primórdios, algumas tristes, outras engraçadas. Para começar a encená-las, foi preciso apenas um estalo de dedos. No princípio as encenações tinham função religiosa, mas as motivações festivas se impuseram. Surgiram a tragédia e a comédia, que apesar de distintas, sempre foram faces da mesma moeda – a da dramatização. No entanto, na história das artes narrativas, logo ficou evidente que fazer rir demandava mais esforço. Ironia, sarcasmo, carisma, espontaneidade... Para o comediante, não bastava talento dramático, era preciso muito mais. Passados milênios, eles são os primeiros a admitir: não há fórmula garantida para provocar o riso. Pode-se pegar ingredientes testados e consagrados, misturá-los na sequência certa, deixá-los descansar, sovar, levá-los ao forno e caprichar na apresentação... Nada disso garante que o riso será ouvido na plateia. Os irmãos Ethan e Joel Coen s...

Agente 86: remake da série dos anos 60

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Agente 86: filme dirigido por Peter Segal O VELHO TRUQUE DO REMAKE QUE FAZ JUS À SÉRIE ORIGINAL Para se divertir assistindo ao filme Agente 86 , realizado em 2008 e dirigido por Peter Segal, não é necessário que o espectador tenha acompanhado a série homônima apresentada na TV dos anos 60. Quem teve esse prazer, no entanto, certamente fará melhor proveito; lerá com maior fluência as espaçosas entrelinhas que se formam entre uma piada hilariante e outra.           Para começo de conversa, o nome mais vistoso por trás do filme é o de... Mel Brooks, que se tornaria um dos grandes nomes da comédia no cinema. Junto com Buck Henry, ele foi responsável pela criação do personagem e pela formatação da série, exibida entre 1965 e 1970, ao longo de cinco temporadas que totalizaram 138 episódios. Depois da primeira temporada, Mel Brooks teve pouco envolvimento com a produção, que serviu de base para este remake de 2008. A sinopse de ambos é a mesma:    ...

Klaus: até Papai Noel deixou de ser o mesmo

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Klaus: filme dirigido por Sergio Pablos PAPAI NOEL SEM A AURA ESPIRITUAL QUE ENVOLVE SÃO NICOLAU Ao longo da vida já enxerguei a noite de Natal por diferentes ângulos. Quando criancinha, sonolento dado o avançar das horas,  olhava os adultos de baixo para cima e  só prestava atenção no colorido dos papéis de presente; tentava adivinhar qual deles seria o meu. Cresci e passei a enxergar o tampo da mesa, só para arregalar os olhos com a fartura da ceia. Comecei a trabalhar e senti o prazer de poder presentear. Casei-me e precisei me desdobrar em dois, um ano lá outro cá. Minha filha nasceu e me flagrei a olhar de cima para baixo, já que agora era responsável por manter as tradições.           Amadureci e entendi que confraternizar era mais do que apenas levantar brindes e tilintar os copos. É claro que a prendi os significados religiosos do Natal, mas influenciado pela mentalidade consumista, continuei concentrado na prática da confraternização. É m...

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa: um ponto de virada nas comédias românticas

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Noivo Neurótico, Noiva Nervosa: Woody Allen IMAGINE SE O PERSONAGEM NEURÓTICO DE WOODY ALLEN TIVESSE NAS MÃOS UM... SMART PHONE! Noivo Neurótico, Noiva Nervosa é de 1977. Dirigido por Woody Allen, marca um ponto de virada na carreira do cineasta, até então conhecido do grande público por suas comédias escrachadas; o longa venceu quatro óscares: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz para Diane Keaton e melhor roteiro original, para Woody Allen em parceria com Marshall Brickman. Volta e meia esse filme me vem à mente, por dois motivos. Primeiro, por causa do seu título.         Cá entre nós, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa é um título ridículo! Suspeito que os distribuidores no Brasil tentaram manter algum vínculo com a imagem daquele Wood Allen destrambelhado,  que nos fazia rir em O Dorminhoco , Bananas e Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre o Sexo - Mas Tinha Medo de Perguntar . Não perceberam que por meio dessa comédia romântica, o diretor nos oferec...

Jovem Frankenstein: comédia de Mel Brooks em parceira com Gene Wilder

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Jovem Frankestei: filme dirigido por Mel Brooks HUMOR REFINADO, ÓTIMAS GAGS VISUAIS E UM TEXTO IMPECÁVEL Em meados dos anos 1970, filmes em preto e branco eram sinônimo de velharia, o nome Frankenstein já não impressionava ninguém e Gene Wilder não era um ator conhecido no Brasil. O que levou este jovem de quinze anos a entrar no cinema para assistir a Jovem Frankenstein , filme de 1974 dirigido por Mel Brooks, foi mesmo a chancela do diretor, a mesma que reconheci estampada na hilariante série de TV intitulada Agente 86 . Tinha certeza de que assistiria a uma paródia escrachada, que flertaria com a pastelão e desfilaria gags extraídas do absurdo. Que nada! Deliciei-me com um humor refinado, trabalhado em palavras, mas também em imagens. Um tipo de comédia elaborada, produzida de olho nos detalhes. Quando saí da sala de exibição, demorei um bom tempo até parar de rir.           Quem diria! O Mel Brooks do cinema era mais compenetrado que o da TV. Continuava...

De Volta Para o Futuro: trilogia sobre viagem no tempo

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De Volta Para o Futuro: filme dirigido por Robert Zermeckis O GRANDE TRUNFO DESSE FILME SÃO SEUS PERSONAGENS Com o perdão do trocadilho, De Volta Para o Futuro é um dos filmes mais amados de todos os tempos. Se tivesse que escolher uma única palavra para defini-lo, seria “diversão”, mas há outros elementos responsáveis pelo sucesso dessa produção de 1985 dirigida por Robert Zemeckis. Seu principal trunfo está nos personagens, criados pelo roteirista Bob Gale e por Zemeckis. É ao redor deles que orbitam todas as grandes sacadas criativas que transformaram o filme numa das obras-primas da cultura pop.           O protagonista é um adolescente de 17 anos que tem a desventura de voltar no tempo, apenas para se ver obrigado a conviver com seus país adolescentes! É pouco provável, caro cinéfilo, que você já tenha imaginado uma barbaridade dessas, afinal, os pais deveriam apenas ser exemplos bem-acabados de maturidade e bom senso. Aceitamos que eles já tenham sid...

Crítica | A Vida de Brian: por essa os ingleses do Monty Python não esperavam: o esquete que criaram foi repetido na vida real!

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A Vida de Brian: filme dirigido por Terry Jones OS MARUJOS INGLESES PREFEREM OLHAR A VIDA SEMPRE PELO LADO BOM A Vida de Brian  é uma comédia hilária realizada em 1979. Foi escrita pelo grupo Monty Phyton, a  trupe de humoristas ingleses que nasceu  em 1969, formada por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin. Ficaram famosos pelo programa Flying Circus , levado ao ar pela BBC, mas também foram  autores de músicas e livros. O humor anárquico, inteligente e sempre atual que criaram, inspirou gente do mundo inteiro, e fez escola inclusive no Brasil. Foi graças aos filmes que conseguiram realizar ao longo dos anos – com o apoio financeiro de celebridades como o ex-Beatle George Harrison – que alcançaram notoriedade mundial. A Vida de Brian: Terry Jones dirigiu o filme, com roteiro dos Monty Phyton A sinopse: de revolucionário a messias          Escrever sobre A Vida de Brian é uma tarefa ingrata ...

Meu Malvado Favorito

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UM DIVERTIMENTO ONDE A LINGUAGEM DO CINEMA É TRATADA COM SERIEDADE   Meu Malvado Favorito: animação dirigida por Chris Renaud e Pierre Coffinos Em que tipo de produção um diretor poderia abusar dos estereótipos e clichês, indo além do razoável, sem acabar crucificado? Numa comédia de animação para crianças, é claro. Em Meu Malvado Favorito, Chris Renaud e Pierre Coffinnos nos apresentam a personagens encantadores e hilários, que vivem aventuras deliciosamente absurdas num universo criado com coerência narrativa e refinamento estético. Só adultos incuráveis resistem a tanta criatividade! ------------------------------ Um vilão do bem, garotinhas órfãs e encantadoras e um bando de... Minions, todos envolvidos em uma trama digna dos melhores espiões do cinema e usando traquitanas tecnológicas improváveis. Chamaria essa mistura de minha animação favorita, mas o nome correto é Meu Malvado Favorito, filme de 2010. Os roteiristas Cinco Paul, Ken Daurio e Sergio Pablos capricharam nas ref...

Escola do Rock: aprendendo com as crianças

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Escola do Rock: filme de Richard Linklater VEROSSIMILHANÇA ÀS FAVAS, EM NOME DA DIVERSÃO Cinema é para ser levado a sério. Isso não impede que todos se divirtam exageradamente durante o processo de realização. É o que vemos em Escola do Rock , filme de 2003 dirigido por Richard Linklater; os atores estão tão à vontade e parecem se divertir tanto que conseguem contagiar o espectador, a ponto de deixar um gostinho de quero mais no final. É um dos poucos filmes que conseguiram me manter hipnotizado durante toda a rolagem dos créditos finais – fiquei concentrado, como quem tenta “espremer” a garrafa de um bom vinho, na esperança de que ainda caiam algumas gotas na taça!           O filme Escola do Rock é uma espécie de Sociedade dos Roqueiros Vivos. Fico tranquilo para citá-la facilmente como uma das melhores comédias desse começo de século; o diretor Richard Linklater foi além do humor escrachado e conseguiu um certo refinamento em todas as cenas. O roteirist...

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