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Mostrando postagens com o rótulo Drama de Guerra

Crítica | O Pacto: Guy Ritchie filma um thriller compenetrado, com cenas de batalhas realistas e personagens verossímeis

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O Pacto: direção de Guy Ritchie NÃO SENTI FALTA DA TRADICIONAL EXTRAVAGÂNCIA DO DIRETOR No agitado mundo dos filmes de ação, o diretor britânico Guy Ritchie é uma usina de criatividade a serviço da diversão e do entretenimento. Desde que surgiu em 1998 com seu ótimo Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes , dirigiu vários sucessos, entre eles Sherlock Holmes , Snatch: Porcos e Diamantes , O Agente da U.N.C.L.E. e  Esquema de Risco - Operação Fortune . A narrativa sempre ágil e envolvente, letreiros que invadem a tela, diálogos afiados e um humor inteligente se tornaram suas marcas registradas. Esperava ver todos esses elementos reunidos em O Pacto , filme que ele dirigiu em 2023, mas não! Em vez disso, assisti a um thriller de guerra compenetrado, com boa profundidade dramática, um enredo sólido e altas doses de tensão. Cenas de batalha realistas           Devo dizer que a tradicional extravagância de Guy Ritchie não faz a menor falta em O Pacto . Por...

Midway – Batalha em Alto Mar: fatos históricos e personagens reais

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Midway - Batalha em Alto Mar: direção de Roland Emmerich UM FILME DE AÇÃO FIEL AOS FATOS Nas mãos de Roland Emmerich, até a guerra vira entretenimento! E dos bons! Mais conhecido por seus filmes de catástrofe, como O Dia Depois de Amanhã , 2012 , Independence Day e Moonfall , o diretor alemão se tornou uma das máquinas mais lucrativas de Hollywood. Especializou-se num tipo de espetáculo grandioso, que atrai pelo ritmo acelerado e pela profusão de cenas de destruição, às quais jamais poderemos assistir no mundo real – provavelmente estaremos mortos antes de atinar para os acontecimentos ao redor! Em Midway – Batalha em Alto Mar , seu filme de 2019, Emmerich lança mão de todos os seus truques para narrar uma das mais importantes batalhas navais da Segunda Guerra Mundial. Agarrado a uma notável precisão histórica, procurou mostrar em detalhes as estratégias e ações empreendidas tanto pelos americanos como pelos japoneses.           Por vinte anos, Emmerich al...

O Último Samurai: até que ponto essa história é verdadeira?

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O Último Samurai: direção de Edward Zwick PERSONAGENS FICTÍCIOS E PREMISSAS VERDADEIRAS Há uma interseção entre os faroestes americanos e os filmes japoneses sobre samurais: um gênero sempre inspirou o outro; mais que isso, nutriram-se! Os arquétipos apresentados pelo mestre Akira Kurosawa em Os Sete Samurais , realizado em 1954 como uma homenagem aos cowboys, serviu de munição para filmes como Sete Homens e Um Destino , tanto o de 1960, dirigido por John Sturges, como o remake de 2016, de Antoine Fuqua. Cito aqui o exemplo mais óbvio, mas os cinéfilos antenados certamente serão capazes de resgatar outros, ainda mais surpreendentes. Mas em O Último Samurai , realizado em 2003 por Edward Zwick, os elementos se cruzaram para compor um drama épico, pontuado com cenas de guerra e personagens marcantes.           O filme conta a história de Nathan Algren (Tom Cruise), um atormentado capitão do exército americano – durante a Guerra Civil, participou do massacre ...

A Promessa: denunciando o genocídio do povo armênio

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A Promessa: direção de Terry George CINEMA DENSO, EMOCIONANTE E ÁGIL Numa época em que a indústria do cinema está dedicada a oferecer entretimento fácil, voltado para um público interessado apenas em se divertir, já não há mais cineastas interessados naquele tipo de cinema sério e grandiloquente, assinado por grandes nomes, como David Lean. Títulos como Lawrence da Arábia e Doutor Jivago , por exemplo, hoje estão dormindo na prateleira dos rotulados como antiquados. Que outro diretor se arriscaria no formato, consciente de que poderia se distanciar do público jovem? Terry George, é claro! Em pleno 2016 ele arregaçou as mangas e realizou A Promessa , um filme denso e envolvente, com o porte de uma adaptação literária clássica; conta uma história de amor em primeiro plano, enquanto deixa que o espectador acompanhe no pano de fundo os tristes desdobramentos de fatos históricos marcantes.           Nascido em Belfast, Terry George construiu uma carreira sólida...

Crítica | Tempo de Glória: Edward Zwick se meteu em polêmicas, mas realizou o melhor filme sobre a Guerra Civil Americana

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Tempo de Glória: direção de Edward Zwick UM DRAMA DE GUERRA EMOCIONANTE Tempo de Glória , filme  dirigido em 1989 por Edward Zwick,  é capaz de deixar qualquer cinéfilo de olhos arregalados. Baseado em fatos históricos, é construído com sólido material ficcional e traz personagens bem desenvolvidos. A história, que se passa durante a Guerra Civil nos Estados Unidos, é sobre o 54º Regimento de Massachusetts, a primeira unidade do exército americano a ser formada apenas com soldados negros. Praticamente todos eram escravos libertados, dispostos a lutar contra os rebeldes escravocratas do sul. Enfrentaram dificuldades gigantescas para ganhar credibilidade, mas tiveram uma participação heroica na guerra. Por pouco não foi realizado           Indicado a cinco Óscares, o filme ganhou três: melhor fotografia, melhor som e melhor ator coadjuvante, para Denzel Washington. Aliás, com a conquista, o ator viu sua carreira decolar e alcançou seu lugar entre os...

Crítica | Resistência: Jonathan Jakubowicz tentaou retratar Marcel Marceau como herói da resistência. Nem arranhou o mundo interno do personagem

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Resistência: direção de Jonathan Jakubowicz SOBROU AÇÃO E FALTOU PROTAGONISTA O diretor venezuelano Jonathan Jakubowicz – conhecido por seu filme Mãos de Pedra – encontrou uma história com potencial de sensibilizar a audiência e se apressou em empolgações. Dessa vez, no entanto, meteu os pés pelas mãos! Seu filme de 2020, intitulado Resistência , embora bem produzido, tropeçou na narrativa; soa incompleto, raso e só faz atiçar a vontade de conhecer mais a fundo o personagem que homenageia. O  protagonista é ninguém menos do que Marcel Marceau , considerado um dos maiores mímicos de todos os tempos. Antes de tudo, um herói da resistência          Marceau foi  um artista superlativo. Além de mímico atuou como coreógrafo e criou personagens inesquecíveis; encantou plateias do mundo todo, com suas performances silenciosas, que faziam rir e arrancavam lágrimas com a mesma espontaneidade.  O diretor Jonathan Jakubowicz conhecia as qualidades artísticas...

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles: direção de Jonathan Liebesman DIVERSÃO COSTURADA COM REALISMO, HUMOR E CRIATIVIDADE Este é um filme dirigido por um sul-africano, filmado com a câmera no ombro, envolto em uma atmosfera realista e documental e que fala da chegada de alienígenas ao planeta Terra. Observe, porém, que não se trata de Distrito 9 , a distopia inteligente e original realizada em 2009 por Neill Blomkamp. Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles é uma produção hollywoodiana, dirigida em 2011 por Jonathan Liebesman, outro sul-africano que, para deleite dos amantes de ficção científica, conseguiu seguir os passos do conterrâneo e fundiu dois gêneros capazes de proporcionar ótimas sequências de ação: guerra e invasão alienígena.           Antes de mais nada é preciso que se diga: a origem dos dois diretores não é mera coincidência. Liebesman, é claro, tornou-se admirador do cinema inovador de Blomkamp e foi pedir ajuda a ele quando decidiu en...

Nada de Novo no Front: jovens matando jovens numa guerra sem sentido

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Nada de Novo no Front: direção de Edward Berger ENFIM, UMA ADAPTAÇÃO ALEMÃ DESSE CLÁSSICO ANTIGUERRA O título do livro Nada de Novo no Front , escrito em 1929 por Erich Maria Remarque, tem ligação direta com seu epílogo. O protagonista, o recruta Paul Bäumer, encontra seu trágico destino alguns dias antes do término da guerra, de modo corriqueiro, num dia tão calmo que o relatório do exército se limitou a reportar que nada digno de nota acontecia no front de batalha. Tal ironia não é sequer citada no remake de Nada de Novo no Front , realizado em 2022 pelo diretor alemão Edward Berger; outras passagens do livro também são omitidas no filme, enquanto grande quantidade de detalhes são acrescentados livremente pelo diretor e seus corroteiristas, o que levou muitos críticos a questionar a qualidade dessa adaptação.          Edward  Berger, porém, traz vários argumentos para sustentar o posicionamento ousado que assumiu em seu filme; além da adequação às n...

Crítica | Ran: Akira Kurosawa realizou um épico sobre um senhor da guerra enlouquecido

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Ran: direção de Akira Kurosawa O CINEMA ENCONTRA SUA ELOQUÊNCIA NO VISUAL Convulsões políticas me põem angustiado. Elas me obrigam a refletir sobre essa falsa dicotomia entre o individual e o coletivo. Desde que fui apresentado à alteridade, ainda nas fraldas, aprendi a enxergar os indivíduos que me cercam. A coletividade, essa abstração enevoada, começou a tomar forma na adolescência, mas só ganhou nitidez em momentos específicos: a vibração da plateia num show de rock, as vestimentas da moda imperando nas vitrines, a explosão no momento do gol... Coletividade virou palavra de ordem para defender os interesses midiáticos. Coletivo x indivíduo           A necessidade de fazer escolhas políticas também tenta abafar as manifestações individuais, ao nos atropelar feito manada de búfalos destrambelhados. Tenta, mas dificilmente consegue. É que somos indivíduos e lidamos com a realidade nas dimensões física, psicológica e espiritual. A coletividade só existe com...

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