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Mostrando postagens com o rótulo Drama

Crítica | As Pontes de Madison: Clint Eastwood assumiu a direção do filme e o transformou numa celebração do amor romântico e maduro

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As Pontes de Madison: direção de Clint Eastwood O FILME ELEVOU O ALCANCE DO LIVRO As Pontes de Madison nasceu como livro. Não um livro qualquer, mas um estrondoso sucesso comercial que chacoalhou o mercado editorial dos anos 1990, quando virou best seller instantâneo; até hoje, já foram impressos mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo. A quantidade, porém, passou longe de validar a qualidade: os críticos torceram o nariz, dadas a falta de substância literária e a pouca profundidade dos personagens. O autor, Robert James Waller, falecido em 2017, jamais se deixou perturbar pelas críticas negativas; escreveu outros romances que também entraram para as listas dos mais vendidos e ajudaram a consolidar sua carreira. Fenômeno comparável aconteceu com Cinquenta Tons de Cinza , romance da inglesa Erika Leonard James, que explodiu em sucesso nos anos 2010 – esse acendeu uma chama erótica bem mais intensa do que aquele, entretanto, reduziu ainda mais a qualidade literária. Cinquenta t...

Crítica | De Olhos Bem Fechados: Stanley Kubrick nos leva numa jornada erótica, onírica e fantasiosa e faz filme para a posteridade

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De Olhos Bem Fechados: direção de Stanley Kubrick SEXO, MELANCOLIA E VAZIO EXISTENCIAL Em vida, Stanley Kubrick permaneceu confinado ao século XX; concluiu seu último filme, De Olhos Bem Fechados , em 1999, cinco dias antes de sofrer um ataque cardíaco letal. Sua odisseia criativa, entretanto, o levou a visitar outros séculos, enquanto estabelecia os mais altos padrões de excelência para o fazer cinematográfico. Assistir ao seu filme de despedida – só os espectadores têm consciência dessa condição, já que o cineasta não dava qualquer sinal de que pretendia baixar a guarda – é também um exercício de nostalgia; ficaremos em definitivo sem seus planos geometricamente precisos, seus movimentos de câmera calculados, seus cenários minuciosos, sua iluminação controlada fóton por fóton, sua habilidade em usar a música erudita... Stanley Kubrick fez cinema para a posteridade e seus filmes ainda têm muito a dizer para os cinéfilos do século XXI. De olhos Bem Fechados: Kubrick recrutou o casal ma...

Crítica | Eden: Ron Howard faz um thriller habitado por personagens dissimulados, complicados e desagradáveis. Ainda assim emociona e faz pensar

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Eden: direção de Ron Howard PARA SOBREVIVER, É PRECISO LUTAR CONTRA A NATUREZA HUMANA O diretor Ron Howard tem uma carreira marcada por filmes memoráveis, como Rush - No Limite da Emoção , A Luta Pela Esperança , O Preço de um Resgate , Uma Mente Brilhante e Era uma Vez um Sonho . Quando vi seu nome na direção de Eden , filme realizado em 2024, já fiquei motivado a apertar o play; a empolgação aumentou quando reparei no elenco estrelado que ele conseguiu reunir: Jude Law, Vanessa Kirby, Daniel Brühl, Sydney Sweeney e Ana de Armas! Apostei todas as fichas que encontraria bom entretenimento e não me arrependi. Mais do que suspense barato           Devo alertar que Eden é um filme incomum na cinematografia de Ron Howard. É um thriller de suspense perturbador e sinistro, diferente do que assistimos em seus filmes com apelo comercial; é baseado em uma história real, mas mergulha nos demônios internos de oito personagens multifacetados, que estão em luta, tenta...

Crítica | Barry Lyndon: para filmar a trajetória de um anti-herói abjeto, Stanley Kubrick eliminou o humor do romance original. Preferiu o drama e acertou em cheio!

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Barry Lyndon: direção de Stanley Kubrick UM FILME PARA SER VISTO E OUVIDO Depois de Laranja Mecânica , Stanley Kubrick trouxe ao mundo Barry Lyndon , filme que ele escreveu e dirigiu em 1975. Muitos cinéfilos costumam lembrar dessa obra por seu visual deslumbrante, criado a partir de um notável esforço técnico, que mobilizou fotógrafos, iluminadores e alguns dos maiores especialistas em equipamentos óticos, para capturar tão somente a luz natural e a obtida com a ajuda de velas e candelabros. Assistir a esse filme, porém, é um exercício que ultrapassa as fronteiras do campo visual; fortalece a nossa musculatura narrativa e a nossa compreensão da linguagem cinematográfica. Belezas externas e feiuras internas           Barry Lyndon é, certamente, um dos mais belos filmes já realizados, mas também se abre para as feiuras de um protagonista que beira o abjeto; ambicioso, ingênuo e determinado a cultivar sua ignorância, ele se põe em movimento apenas para alcan...

Crítica | O Óleo de Lorenzo: George Miller, o mesmo diretor de Mad Max, filmou um emocionante drama real. Acertou no tom, no ritmo e na temática

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O Óleo de Lorenzo: direção de George Miller QUE SE DANEM OS ESPECIALISTAS! Ah, os tecnocratas! Estão sempre tentando nos convencer de que sabem o que é melhor para a maioria – nossos interesses individuais, nossas inclinações e nossos objetivos que esperem! Por isso, quando vejo personagens seguindo na contramão dessa ditadura, vibro! Foi com esse sorriso no canto dos lábios que assisti a O Óleo de Lorenzo , filme de 1992 dirigido por George Miller. O cinéfilo atento certamente se lembra desse longa como um drama emocionante, comovente e arrebatador, que fala de perseverança e nos surpreende com uma mensagem de esperança. Talvez não o associe de imediato com a abordagem libertária que empreguei nesse início de crônica, mas se lembrar da sinopse, talvez concorde com o meu ponto: Pais se intrometendo no mundo dos especialistas           O Óleo de Lorenzo conta a história do casal Odone, Augusto (Nick Nolte) e Michaela (Susan Sarandon), pais de Lorenzo (Zack ...

Crítica | O Brutalista: Brady Corbet faz um filme medíocre, com uma narrativa vaga e imprecisa, sobre um personagem que só quer ser vítima

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O Brutalista: direção de Brady Corbet UM ARQUITETO QUE SE FAZ DE VÍTIMA E UM MECENAS ESTEREOTIPADO Não gostei de O Brutalista , filme de 2024 dirigido por Brady Corbet. É frio, distante, infectado de ideologia woke e aborrecido; com três horas e meia de duração, nem mesmo arranha a superfície do tema que propõe investigar. Seu protagonista, se tem algum conteúdo artístico e intelectual, não mostrou a que veio; aliás, veio para se lamentar, fazer-se de vítima, meter-se em excessos hedonistas e devolver ao mundo a raiva que cultivou em sua alma confusa. Os personagens que o orbitam não passam de bonecos inanimados, sem vontade própria; obedientes apenas aos devaneios do diretor e da roteirista, Mona Fastvold (mulher de Corbet). Ainda assim, o filme se deu bem no Óscar: levou as estatuetas de melhor ator, para Adrien Brody, melhor trilha sonora e melhor fotografia. A sinpose: o arquiteto encontra um mecenas           O Brutalista é uma obra de ficção. Conta ...

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