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Mostrando postagens com o rótulo Policial

Crítica | O Troco: Brian Helgeland fez um filme sombrio, mas Mel Gibson o refez e o tornou mais catártico e divertido

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O Troco: direção de Brian Helgeland SÓ NOS RESTA TORCER PELO ANTI-HERÓI Jamais assisti a O Troco numa sala de cinema. Dirigido em 1999 por Brian Helgeland, o filme não despertou meu interesse na época; imaginei que contasse uma daquelas histórias rasas de vingança. Tempos depois, tropecei com o título na grade de programação da TV por assinatura e constatei que é isso mesmo. Mas o longa irradia tanto charme que se torna divertido e envolvente. Adorei! Claro que o vingativo protagonista não tem a profundidade de um Hamlet, que vê seu mundo corroído por causa de um desejo de vingança cultivado com afinco. Porém, tem o carisma de um implacável Mel Gibson, determinado a recuperar o que lhe roubaram. Vingança, motor de muitas histórias           Se citei Hamlet , foi apenas para lembrar que histórias de vingança não são necessariamente rasas; para além da explosão emocional, os autores sempre encontram densidade para alicerçar o desejo de desforra: a necessidad...

Crítica | Assalto ao Carro Blindado: ação à moda antiga, realizada com competência e desenvoltura

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Assalto ao Carro Blindado: direção de Nimród Antal NÃO ME VENHAM COM DESCULPAS ESFARRADAS! Todo cinéfilo tem, na manga da camisa, um filme despretensioso, descomplicado e envolvente, que dará como cartada quando quiser encerrar de vez a busca no serviço de streaming , para finalmente poder relaxar diante da TV. Na verdade, tenho vários filmes assim, e um deles é Assalto ao Carro Blindado , dirigido em 2009 por Nimród Antal. O que há de especial nesse filme? Não muito, mas posso citar pelo menos três bons motivos para se render a ele: tem um elenco excelente, traz uma boa história bem contada e cutuca valores pessoais e familiares que precisam ser cultivados nesses nossos dias confusos. Nada de apologia ao crime!           O título do filme já diz tudo: trata-se do thriller policial que tem Matt Dillon, Jean Reno, Laurence Fishburne e Columbus Short à frente do elenco, onde os seguranças encarregados de transportar cifras astronômicas resolvem passar para o ...

Crítica | Ripley: Steven Zaillian desce até as profundezas da mente de um psicopata e realiza uma minissérie primorosa

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Ripley: minissérie dirigida por Steven Zaillian RETRATO EM PRETO E BRANCO DE UM PSICOPATA A minissérie  Ripley , criada, escrita e dirigida em 2024 por Steven Zaillian, é uma adaptação brilhante do romance  O Talentoso Ripley , que Patricia Highsmith escreveu em 1955. Lá a escritora americana apresentou o  personagem Tom Ripley, um vigarista que se consagrou como um dos mais desprezíveis psicopatas da literatura.  Rendeu uma série de livros, que fizeram a fama da autora; além de vários contos, ela escreveu 22 romances, vários deles adaptados para o cinema – inclusive  Pacto Sinistro , dirigido por Alfred Hitchcock. Agora, disponível na Netflix, os fãs do personagem encontrarão um excelente motivo para revistar o personagem e suas tramoias.  Um convite para maratonar          Antes de apertar o play na minissérie, o s cinéfilos atentos buscarão na memória a adaptação de 1999 intitulada  O Talentoso Ripley , dirigida por Ant...

Camaleões: policial com atmosfera de suspense

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Camaleões: direção de Grant Singer PERSONAGENS QUE SE REVELAM NO RITMO CERTO Desde a primeira aparição do detetive Auguste Dupin, personagem criado por Edgar Allan Poe no conto Os Assassinatos na Rua Morgue , publicado em 1841, o gênero policial encontrou caminho livre para se desenvolver. Do gótico ao noir, do whodunnit aos thrillers, todos os estilos deixaram as páginas da literatura e ganharam vida nas telas do cinema. O policial detetive virou personagem íntimo dos cinéfilos, como se fizesse parte do nosso dia a dia. A própria profissão de investigador já nos parece tão familiar, que praticamente a dominamos; conhecemos o jargão, as malandragens, os ossos do ofício... Existem policiais de todos os tipos: os meticulosos, os obsessivos, os violentos, os atormentados, os justiceiros... Agora, em Camaleões , filme de 2023 dirigido por Grant Singer, somos apresentados a um novo tipo de detetive: aquele mais interessado em concluir a reforma da própria casa!       ...

Crítica | O Plano Perfeito: Spike Lee filma um roteiro imperfeito e acaba enaltecendo a esperteza de um reles ladrão

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O Plano Perfeito: direção de Spike Lee UM DIRETOR REFÉM DE UM ROTEIRO IMPERFEITO Um assalto à filial de um grande banco em Nova Iorque, que envolve reféns e se torna um espetáculo midiático, mexe com a imaginação dos nova-iorquinos. Não, não se trata de Um Dia de Cão , dirigido em 1975 por Sidney Lumet; o objeto desta crônica é O Plano Perfeito , dirigido em 2006 por Spike Lee. Apesar das referências – e da franca homenagem ao trabalho de Lumet – esse filme traz diferenças substanciais: em vez de partir de um evento destrambelhado para nos revelar personagens complexos, destrincha uma sequência de acontecimentos bem planejados, sem se preocupar em investigar os personagens para além das camadas epidérmicas. Odeio quando enaltecem os criminosos           O Plano Perfeito é um thriller policial ágil e envolvente, estrelado por nomes famosos, mas sem fôlego para sair conosco da sala de cinema. Vale o preço do ingresso, porém, oferece conteúdo esquecível....

Os Infiltrados: Scorsese finalmente pôs as mãos num Óscar

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Os Infiltrados: direção de Martin Scorsese UMA TRANSPOSIÇÃO CULTURAL E CINEMATOGRÁFICA Conflitos Internos , dirigido em 2002 pela dupla Andrew Lau e Alan Mak foi um estrondoso sucesso em Hong Kong. Filme de ação, bem ao gosto do público asiático, traz aquele tipo de cinema frenético e estilizado, produzido em grande escala para proporcionar entretenimento descartável. Com toques de melodrama, conta a história de dois personagens em lados opostos da lei; um é policial e se infiltra no crime organizado, para tentar acabar com a festa dos bandidos; o outro foi recrutado pelo crime organizado, para se tornar policial e tentar proteger os interesses dos bandidos. A existência de ambos é descoberta, mas não suas identidades. O jogo que se inicia, então, é aquele de gato e rato, com direito a lances violentos e todo tipo de dissimulações, até que um deles seja desmascarado por primeiro e eliminado.           O ator Brad Pitt se uniu ao produtor Brad Gray e os dois...

Tropa de Elite: cinema de alto impacto

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Tropa de Elite: direção de José Padilha CINEMA NACIONAL VIVO E PULSANTE Comentar sobre o filme brasileiro mais comentado de todos os tempos é uma ousadia, já que corro o risco de cair em redundância. Graças aos fãs incondicionais e detratores enraivecidos que o filme conquistou, Tropa de Elite , dirigido em 2007 por José Padilha, já foi dissecado à exaustão na mídia tradicional e na Internet. Entretanto, a visão individual de cada cinéfilo sempre traz perspectivas novas para o debate. Deixe-me apresentar a minha, para ajudar a manter a fogueira acesa.           Quando entramos na sala de exibição para assistir a Tropa de Elite , Ludy e eu não trazíamos informações antecipadas sobre o filme; minha mulher, porque não tinha interesse no tema e só estava lá para usufruir de algum entretenimento. Quanto a mim, tentava não me contaminar por opiniões e pré-julgamentos; temia me deparar com uma reles apropriação oportunista da estética apresentada por Cidade de Deu...

O Pálido Olho Azul: ficção envolvente com final surpresa!

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O Pálido Olho Azul: direção de Scott Cooper AQUI, EDGAR ALLAN POE VIRA PERSONAGEM O diretor Scott Cooper diz preferir o formato de longa-metragem em vez daquele estabelecido para as minisséries da TV. Minha tendência é concordar com ele, já que a objetividade de resolver tudo em duas horas se encaixa melhor na minha experiência cotidiana de cinéfilo. Mais demoradas, as séries demandam disciplina e um maior controle da ansiedade, enquanto esperamos a resolução da trama. Não sei se essa preferência do diretor foi o único motivo para que  O Pálido Olho Azul , de 2022, fosse realizado como filme, mas o fato é que o material no qual ele se baseou – o romance com o mesmo título escrito em 2009 por Louis Bayard – traz uma profusão de personagens e uma trama minuciosa o bastante para render uma minissérie inteira. E das boas!          Vamos começar pelo livro. Seu autor  tem no currículo alguns ótimos mistérios históricos, como Mr. Timothy ...

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