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Mostrando postagens com o rótulo Thriller

Crítica | O Troco: Brian Helgeland fez um filme sombrio, mas Mel Gibson o refez e o tornou mais catártico e divertido

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O Troco: direção de Brian Helgeland SÓ NOS RESTA TORCER PELO ANTI-HERÓI Jamais assisti a O Troco numa sala de cinema. Dirigido em 1999 por Brian Helgeland, o filme não despertou meu interesse na época; imaginei que contasse uma daquelas histórias rasas de vingança. Tempos depois, tropecei com o título na grade de programação da TV por assinatura e constatei que é isso mesmo. Mas o longa irradia tanto charme que se torna divertido e envolvente. Adorei! Claro que o vingativo protagonista não tem a profundidade de um Hamlet, que vê seu mundo corroído por causa de um desejo de vingança cultivado com afinco. Porém, tem o carisma de um implacável Mel Gibson, determinado a recuperar o que lhe roubaram. Vingança, motor de muitas histórias           Se citei Hamlet , foi apenas para lembrar que histórias de vingança não são necessariamente rasas; para além da explosão emocional, os autores sempre encontram densidade para alicerçar o desejo de desforra: a necessidad...

Crítica | Armadilha: M. Night Shyamalan dirige um thriller psicológico bem arquitetado e cheio de suspense. É de dar nos nervos!

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Armadilha: direção de M. Night Shyamalan SÓ INTERESSA SABER COMO TERMINARÁ! Na filmografia de  M. Night Shyamalan  há títulos que me desagradam e não pretendo revisitar. Há outros que revi e pretendo rever novamente. Tal irregularidade não é um demérito e as ressalvas que faço são todas por causa da temática; não têm relação com o cinema que que ele pratica. Aliás, ele tem pleno domínio da linguagem cinematográfica e se tornou um criativo narrador audiovisual; por isso, jamais deixo de assistir aos seus longas.   Armadilha , seu filme de 2024, é um thriller de suspense sobre o tema perturbador e violento dos assassinos em série. É muito bem feito, e merece ser visto  –  e talvez revisitado, depois que você já não se lembrar mais do final surpreendente. Nada de spoilers !           O bom é que dessa vez o diretor resistiu à tentação de enveredar por caminhos sobrenaturais. Evitou empregar elementos de mistério para alimentar pontos ...

Crítica | Zona de Risco: Willian Eubank entrega um filme de ação clássico, com tiros, drones e tecnologia da comunicação. É entretenimento bélico!

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Zona de Risco: direção de Willian Eubank UM VISLUMBRE DA MODERNA GUERRA DE DRONES Quando me deparei no serviço de streaming com o filme Zona de Risco , dirigido em 2024 por William Eubank, um arrepio de medo me percorreu a espinha. É que a foto de um Russell Crowe com sobrepeso me sugeriu uma arapuca: será possível que um astro com tantos e relevantes serviços prestados a Hollywood já esteja à beira da aposentadoria forçada? Estaria apenas emprestando seu nome para um produção B, com o objetivo de  atrair bilheteria?  Detestaria vê-lo numa ponta insignificante. Um filme de ação com qualidades          Despois, prestei mais atenção n o nome do diretor: William Eubank. Ele já tem outros filmes de ação  no currículo , como O Sinal: Frequência do Medo e Ameaça Profunda , que apesar de serem rasos em dramaturgia, alcançam média razoável no quesito entretenimento. Como estava ávido por um filme de ação, apertei o play e não me arrependi. Em Zona de Ri...

Crítica | Assalto ao Carro Blindado: ação à moda antiga, realizada com competência e desenvoltura

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Assalto ao Carro Blindado: direção de Nimród Antal NÃO ME VENHAM COM DESCULPAS ESFARRADAS! Todo cinéfilo tem, na manga da camisa, um filme despretensioso, descomplicado e envolvente, que dará como cartada quando quiser encerrar de vez a busca no serviço de streaming , para finalmente poder relaxar diante da TV. Na verdade, tenho vários filmes assim, e um deles é Assalto ao Carro Blindado , dirigido em 2009 por Nimród Antal. O que há de especial nesse filme? Não muito, mas posso citar pelo menos três bons motivos para se render a ele: tem um elenco excelente, traz uma boa história bem contada e cutuca valores pessoais e familiares que precisam ser cultivados nesses nossos dias confusos. Nada de apologia ao crime!           O título do filme já diz tudo: trata-se do thriller policial que tem Matt Dillon, Jean Reno, Laurence Fishburne e Columbus Short à frente do elenco, onde os seguranças encarregados de transportar cifras astronômicas resolvem passar para o ...

Crítica | Ripley: Steven Zaillian desce até as profundezas da mente de um psicopata e realiza uma minissérie primorosa

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Ripley: minissérie dirigida por Steven Zaillian RETRATO EM PRETO E BRANCO DE UM PSICOPATA A minissérie  Ripley , criada, escrita e dirigida em 2024 por Steven Zaillian, é uma adaptação brilhante do romance  O Talentoso Ripley , que Patricia Highsmith escreveu em 1955. Lá a escritora americana apresentou o  personagem Tom Ripley, um vigarista que se consagrou como um dos mais desprezíveis psicopatas da literatura.  Rendeu uma série de livros, que fizeram a fama da autora; além de vários contos, ela escreveu 22 romances, vários deles adaptados para o cinema – inclusive  Pacto Sinistro , dirigido por Alfred Hitchcock. Agora, disponível na Netflix, os fãs do personagem encontrarão um excelente motivo para revistar o personagem e suas tramoias.  Um convite para maratonar          Antes de apertar o play na minissérie, o s cinéfilos atentos buscarão na memória a adaptação de 1999 intitulada  O Talentoso Ripley , dirigida por Ant...

Crítica | Coração Satânico: o cult-terror de Alan Parker e o mistério de Angel Heart

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Coração Satânico: direção de Alan Parker CINEMA COM SINTAXE DE PURO PESADELO Não sei se já aconteceu com você, mas comigo é frequente: assisto a um filme tantas vezes, em partes, por inteiro, pausadamente... Até que meu objeto de estudo se esfarela em banalização. Vira massa homogênea de obviedades, que decido pôr para descansar, coberta por um pano de prato, antes de levar ao forno; e fica lá, esquecida, até que decido retomar de onde parei. Então, recupero a memória e me dou conta dos motivos que me levaram a ver, rever, pausar, adiantar, voltar... Meu Deus! Como pude esquecer um filme desses? Nada tem de banal, nem de óbvio! Coração Satânico , filme de 1987 dirigido por Alan Parker é desse tipo de filme. Gosto de saboreá-lo de tempos em tempos; aproveito que já virou lembrança embaçada na minha mente de cinéfilo – talvez para ter a sensação de aproveitar uma iguaria recém-saída do forno. Estética noir e o espírito de uma época           Ao chegar às sala...

Amnésia: sem memória recente, não há realidade

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Amnésia: direção de Christopher Nolan DELÍRIOS SOBRE FOTOS, ANOTAÇÕES E TATUAGENS Sabe quem está enfrentando problemas para lidar com memórias recentes? O mundo! Ao deixarmos embolorar as páginas da história, só conseguimos ler aquelas escritas há pouco. Ontém, enxergávamos as de uma década. Antes disso, as de 50 anos, um século, duzentos anos... Atualmente, parece que só as dos últimos cinco anos são legíveis. Quer um exemplo? Vou dar um muito bobo, mas simbólico. Quando era rapaz, adorava ouvir rock e fingir que tocava a guitarra na hora do solo. Fazia caras e bocas e me divertia. Chamava isso de... fingir que estava tocando guitarra. Os jovens que me sucederam batizaram a prática de Air Guitar – chegaram a criar concursos e campeonatos mundiais da modalidade! Os jovens que sucederam a esses jovens, se esqueceram desse nome criativo. Outro dia tropecei num post na rede social, onde um deles dizia gostar de... fingir que está tocando guitarra na hora do solo! O que foi que aconteceu ...

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