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Mostrando postagens de agosto, 2021

Projeto Flórida: alegrias e tristezas, fantasia e realidade

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Projeto Flórida: filme dirigido por Sean Baker CINEMA INDEPENDENTE E INSPIRADO, BEIRANDO O EXPERIMENTALISMO Quando o cinema independente dá as caras na TV por assinatura e nos serviços de streaming, dá para sentir o sopro de renovação entrando pela sala. Ludy e eu estávamos acomodados no sofá depois do jantar, indecisos sobre o que assistir, quando Projeto Flórida , filme de 2017 dirigido por Sean Baker, entrou por uma brecha e agarrou nossa atenção. Diferente, inteligente, emocionante e envolvente, conquistou mais dois admiradores e motivou este cronista a pesquisar sobre a produção para engordar o acervo da Crônica de Cinema.           Projeto Flórida não segue os cânones narrativos de Hollywood, estabelecidos a partir das formulas shakespearianas já amplamente testadas e aprovadas nas bilheterias. A história não vem contada em três atos e as cenas não são enfileiradas em blocos de tensão e resolução. O que há é uma fluidez natural, que oferece o mínimo ...

Crítica | Sete Anos no Tibet: Jean-Jaques Annaud intuiu que o personagem tinha lá os seus podres. retratou sua experiência transformadora

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Sete Anos no Tibet: filme de Jean-Jaques Annaud UMA ESCALADA DE POLÊMICAS, COM DOSES EXAGERADAS DE BOM CINEMA Histórias que envolvem alpinistas tendem a nos remeter a valores como determinação, autoconfiança, destemor e desejo de superação. Nelas, os protagonistas são submetidos a provações extenuantes e o papel do vilão é quase sempre desempenhado pela natureza implacável. No filme  Sete Anos no Tibet , dirigido em 1997 por Jean-Jacques Annaud, o trem da narrativa não segue por esses trilhos, mas nos conta uma história onde a palavra-chave é transformação; e termina num tema tão espinhoso e polêmico que por muito pouco o filme não descarrilha. Baseado no livro de Heirich Harrer          Sete Anos no Tibet é baseado no relato de viagem narrado no livro com o mesmo título, escrito pelo austríaco Heirich Harrer, um dos maiores montanhistas de seu tempo. Ele escalava o Himalaia quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial e foi feito prisioneiro dos ingleses na Ín...

Crítica: A Última Nota: Claude Lalonde mergulha no mundo da música de alta performance e recruta Patrick Stewart para interpretar um pianista fictício

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A Última Nota: filme dirigido por Claude Lalonde O UNIVERSO DA MÚSICA ERUDITA TRATADO COM REVERÊNCIA E CONTEMPLAÇÃO Em  A Última Nota , filme de 2019 dirigido por Claude Lalonde, o pianista interpretado por Patrick Stewart é fictício. Trata-se de Sir Henry Cole, um concertista consagrado. Sua história de sucesso no mundo da música erudita parecia terminada, depois que sua mulher morreu em circunstâncias trágicas. Agora, porém, ele está de volta, numa turnê comemorada por seus fãs e pelos amantes da boa música,  que disputam lugares para vê-lo interpretar ao piano obras de grandes compositores como Schumann, Chopin, Scarlatti, Beethoven, Schubert, Scriabin, Rachmaninoff e Liszt.  O problema é que o concertista trouxe consigo um distúrbio emocional que  costuma assombrar os músicos de alta performance : a ansiedade de desempenho. Um filme intimista            Com roteiro assinado por Louis Godbout, o filme não é otimista e muito ...

Crítica | O Despertar de uma Paixão: as diferenças entre o filme e o romance original

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O O Despertar de Uma Paixão: dirigido por John Curran QUANDO CAI O VÉU DE ILUSÃO SOBRE UM RELACIONAMENTO O Despertar de uma Paixão , filme de 2006 dirigido por John Curran, é baseado no romance The Painted Veil , escrito em 1925 por William Somerset Maugham. Intimista e um tanto sombrio, o livro conta uma história de amor às avessas, onde a paixão só vem muito depois do casamento e ainda por cima acompanhada de acontecimentos trágicos. Esta adaptação para o cinema, é resultado do empenho direto de Edward Norton, que há muito planejava produzi-lo, mas só o conseguiu quando a atriz Naomi Watts também entrou no projeto como produtora. O outras duas adaptações já haviam sido produzidas:  The Painted Veil  (1934), estrelado por Greta Garbo e Herbert Marshal e  The Seventh Sin  (1957), estrelado por Bill Travers e Eleanor Parker.  Um filme denso, que demanda atenção           O Despertar de Uma Paixão  é um daqueles filmes com v...

Rede de Mentiras: estrelado por Leonardo DiCaprio e Russel Crowe

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Rede de Mentiras: filme de Ridley Scott UMA ABORDAGEM REALISTA SOBRE AS AÇÕES DA CIA NO ORIENTE MÉDIO Depois da queda do muro de Berlin e do colapso da União Soviética, os autores de thrillers de espionagem precisaram queimar neurônios para encontrar matéria-prima que atendesse a demanda por histórias convincentes. Então veio o 11 de Setembro e revelou ao mundo a existência de um vilão digno de revigorar o gênero: a Al Qaeda. O cinema tratou de explorar o tema e produziu uma fartura de títulos que tratam da guerra contra o terrorismo. Rede de Mentiras , realizado em 2008 por Ridley Scott, parece ser apenas mais um, porém, é bem acima da média; trata-se de um excelente filme, com todos os ingredientes indispensáveis para agradar os fãs e cinéfilos.           O cineasta Ridley Scott, cujo portfólio diversificado dispensa apresentações, faz aqui sua incursão sobre o universo dos thrillers de espionagem, mas não invade o território dos James Bonds e Jason Bourn...

Profissão: Repórter: filme estrelado por Jack Nicholson

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Profissão: Repórter: filme de Michelangelo Antonioni O RELATO DE UMA JORNADA, REDIGIDO COM IMAGENS Estava para completar 18 anos e ainda não sabia o que fazer da vida. Uma das possibilidades era virar jornalista, profissão glamourosa, emocionante e de gente inteligente – ao menos era o que via por meio da... imprensa! Quando olhei a programação dos filmes nos jornais, fui logo batendo o martelo. Estava em cartaz um filme imperdível. Além de trazer um título pertinente, era assinado por um diretor famoso e respeitado: Profissão: Repórter , de Michelangelo Antonioni!           A caminho do cinema cruzei com Sérgio, um amigo que trabalhava como estagiário em um banco e já sabia o que fazer da vida. Interessou-se pelo filme e decidiu me fazer companhia. Até chegar na sala de exibição contei a ele tudo o que sabia sobre o diretor; era ousado, moderno e fazia filmes permeados de filosofia; era também um intelectual engajado em política, mas criador de filmes inov...

Crítica | Scarface: descubra a inspiração de tanta violência

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Scarface: filme dirigido por Brian De Palma AL PACINO EXERCE SEU ESTRELATO Scarface , dirigido em 1983 por Brian de Palma, trouxe um olhar mais realista sobre o mundo dos gângsteres.  Já o filme original, de 1932, realizado enquanto Al Capone ainda era vivo e começava a amargar seus dias de prisão, foi mais cauteloso. Dirigido por Howard Hawks e roteirizado por Ben Hecht, foi baseado no romance Scarface , publicado em 1930 por Armitage Trail, que por sua vez se inspirou na vida do próprio Al Capone. Ainda que não tenha conhecido o criminoso pessoalmente, o autor compilou suas façanhas alardeadas pela mídia e as atribuiu ao seu personagem Tony Guarino, um sujeito abominável que trazia uma horrível cicatriz no lado esquerdo do rosto. Evitaram a apologia ao crime            Armitage Trail es creveu um romance noir que se tornaria precursor do gênero. já a adaptação para o cinema, lançada ainda no calor dos acontecimentos, trouxe uma versão sem flore...

Crítica | Breaking Bad: descubra o significado do título

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Breaking Bad: série criada por Vince Gilligan PERSONAGENS VEROSSÍMEIS, REAÇÕES SURPREENDENTES As plataformas de streaming revolucionaram as séries de televisão e permitiram que Hollywood saltasse diretamente no colo de um público ávido por diversão. Breaking Bad revolucionou as séries de televisão e impôs um padrão elevado, tanto em intensidade dramática como em fluxo narrativo. Depois dela, os espectadores ficaram mais exigentes e passaram a aceitar a abordagem de temas violentos e polêmicos, com a intensidade que antes só podia ser exibida no cinema.   Mas admito que não me deixei levar de imediato: sempre considerei o bom e velho formato dos filmes, onde tudo se resolve em praticamente duas horas, mais prático e confortável. Contudo, d iante da possibilidade de ter todos os episódios disponíveis para maratonar, decidi conferir. Bastou a primeira dose e pronto! Fiquei... viciado!  Uma ideia inovadora           Breaking Bad  alcançou ...