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Mostrando postagens com o rótulo Fantasia

Crítica | A Morte Lhe Cai Bem: Robert Zemeckis fez um filme divertido, repleto de humor negro e computação gráfica. E o melhor: continua atual e provocativo

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A Morte lhe Cai Bem: direção de Robert Zemeckis UM FILME À FRENTE DO SEU TEMPO! Em 1992, Robert Zemeckis dirigiu  A Morte lhe Cai Bem , na esteira do sucesso estrondoso alcançado por seus filmes anteriores, Forrest Gump , Náufrago e a trilogia De Volta Para o Futuro . Disposto experimentar uma temática mais ousada, decidiu se embrenhar no universo peculiar das estrelas de cinema, onde tudo gira em torno da beleza; realizou uma comédia ácida e inteligente, carregada de humor negro, frases de efeito e tiradas sagazes, que muitos críticos não acharam nada engraçadas. A carapuça serviu!           A Morte lhe Cai Bem foi massacrado pela crítica na época do seu lançamento. A inveja destrutiva e a superficialidade asquerosa das protagonistas, que só fazem cultivar uma rivalidade regida pela competição desleal, talvez tenham servido de carapuça para os que circulam com naturalidade pelo habitat hollywoodiano. Torceram o nariz! Pode ser, eventualmente, que a...

Crítica | Brazil – O Filme: Terry Gillian filma uma distopia inspirada em George Orwell com pretensões fellinianas

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Brazil - O Filme: direção de Terry Gillian QUANDO MONTY PYTHON ENCONTRA GEORGE ORWELL No Brasil do começo dos anos 1980, o humor anárquico do grupo inglês Monty Python não era popular; poucos tiveram a oportunidade de assistir no cinema ao filme Monty Python em Busca do Cálice Sagrado . Com o advento dos videocassetes, as fitas com os programas de TV da trupe britânica apareceram nas locadoras e atraíram mais fãs; serviram de chamariz para os filmes A Vida de Brian e Monty Python – O Sentido da Vida , que vieram na sequência. Na época, poucos enxergaram a conexão entre esses títulos e Brasil – O Filme , dirigido em 1985 por Terry Gillian – aliás, uma conexão sutil. E o que isso tem a ver com o Brasil?           Acontece que o diretor Terry Gillian foi um dos integrantes dos Monty Python – o único americano do grupo. Como cartunista, contribuiu com as animações que permeiam os filmes da trupe, além de ter colaborado nos roteiros e na direção. Sabendo disso,...

Crítica | Encontro Marcado: fracassou nas bilheterias, mas brilha nos streamings

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Encontro Marcado: direção de Martin Brest FALTOU UM POUCO MAIS DE COMÉDIA O que poderia dar errado? Temos dois astros consagrados no auge da popularidade, que atuaram juntos em 1994 no sucesso Lendas da Paixão ; temos um diretor festejado em Hollywood, que contabilizou em 1992 o estrondoso sucesso comercial  Perfume de Mulher ; temos uma história charmosa, filmada originalmente em 1934 com o título  Uma Sombra que Passa ( Death Takes a Holiday ); e temos um verniz de dramaturgia com a peça La Morte in Vacanza , escrita em 1923 pelo italiano Alberto Casella. Esse histórico de sucesso, entretanto, de nada adiantou! Na época, os exibidores não gostaram          Q uando Encontro Marcado , filme de Martin Brest, foi lançado em 1998; o fracasso nas bilheterias deixou o diretor em maus lençóis com os executivos do estúdio – ele já havia estourado o orçamento e os  cronogramas e agora entregava um filme excessivamente longo, o que afastou os espectadores...

Crítica | Asas do Desejo: os significados desse poema cinematográfico

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Asas do Desejo: direção de Wim Wenders UM FILME QUE SÓ SE MATERIALIZA NOS OLHOS DE CADA ESPECTADOR O cinema nasceu mudo, mas flertou com as palavras desde sempre. No início elas vinham em letreiros, usados para costurar narrativas e lidar com conteúdo expositivo. Com o tempo, a sétima arte domesticou a palavra falada e ajudou a ampliar a expressividade das línguas que usamos para nos comunicar e emocionar. É claro que os meios estilísticos da literatura ajudaram no processo; alguns cineastas inventivos, porém, encontraram novos meios de relacionar palavras e imagens, para aprimorar a representação do vasto universo mental que nos torna humanos.   É disso que se trata o filme Asas do Desejo , realizado em 1987 pelo alemão Wim Wenders. Um filme que exige do espectador           Essa produção inestimável, vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes, ganhou status de filme cult e foi recentemente restaurada. Continua exuberante, provocativa e aba...

Crítica | O Grande Truque: Christopher Nolan faz mágica e nos leva distraídos até surpreender no final. Seu filme é um espetáculo eletrizante

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O Grande Truque: direção de Christopher Nolan O MUNDO DA MÁGICA TRATADO COM FANTASIA E IMAGINAÇÃO Assim que leu o romance de 1996 do escritor britânico Christopher Priest, intitulado  Prestige , o cineasta Christopher Nolan decidiu adaptá-lo para as telas. Por sete anos trabalhou em parceria com seu irmão, Jonathan Nolan, para escrever o roteiro de  O Grande Truque , filme que realizou em 2006. O tema é empolgante: os espetáculos de magia. Já não há mais palcos para eles em nossos tempos digitais, mas no final do século XIX, os mágicos de fraque e cartola eram celebridades e assombravam as plateias com truques desconcertantes, sem jamais revelar seus segredos. Alguns fizeram fama e fortuna, até o momento em que as façanhas da tecnologia começaram a criar outras atrações mais midiáticas. Mágicos da vida real         O livro de Priest p arte da história real do mágico chinês conhecido como Ching Ling Foo, cuja especialidade era fazer surgir objetos por d...

Mussum, Keanu Reeves e os Beatles: uma combinação inusitada

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Submarino Amarelo: filme dirigido por George Dunning SARGENT PEPPER E SUA BANDA ACABAM COM QUALQUER PANDEMIA DE TRISTEZA Alguém aí anotou a placa do ano que furou o sinal, atropelou nossos planos e passou por cima das nossas rotinas? Como diria o Mussum, Keanu Reeves! Começamos 2020, ano em que eclodiu a pandemia do Coronavirus, com a ambição de prosperar, mas tivemos que nos contentar em apenas sobreviver. 2021, 2022, 2023 e 2024 não foram diferentes. O que esperar de 2025?           A politicagem berrou o ano inteiro, desafinada e estridente, com uma insistência de enlouquecer. Falsas dicotomias surgiram a cada dia nos noticiários, para insinuar que o bem comum e os direitos individuais são irreconciliáveis. Escolhemos um dos lados e nos entrincheiramos nas redes sociais. Disparamos sem piedade contra quem vai erradamente contra as nossas certezas. Angustiados, estamos na iminência de explodir.           Enquanto escrevo, ol...

Crítica | O Curioso Caso de Benjamin Button: David Fincher põe as mãos na máquina de Hollywood e faz um filme com visual refinado e carregado de melancolia

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O Curioso Caso de Benjamin Button: filme dirigido por David Fincher TRANSFORMANDO UM CONTO EM CINEMA Mark Twain, o maior escritor americano do século XIX, certa vez disse: “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente nos aproximar dos 18.” Quem refletiu sobre essa ideia foi outro grande escritor americano, F. Scott Fitzgerald. Em 1922, no livro Tales of the Jazz Age , ele publicou o conto O Curioso Caso de Benjamin Button , onde deu substância à fantasia de nascer velho e morrer jovem. Seu protagonista não caminha contra o relógio, mas segue as leis do mundo físico e do desenvolvimento mental: nasce, aprende, amadurece e morre; seu corpo é que subverte a lógica mundana. Em 2008, O Curioso Caso de Benjamin Button virou filme pelas mãos do diretor David Fincher. Um projeto antigo           O projeto circulava há décadas pelos estúdios de Hollywood e passou pelas mãos de vários diretores, como Steven Spielberg e ...