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Mostrando postagens com o rótulo Baseado em Quadrinhos

Crítica | O Assassino: David Fincher vem com uma ótima adaptação da famosa HQ francesa e entrega um filme divertido

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O Assassino: direção de David Fincher UM PROTAGONISTA ABJETO, CAINDO EM CONTRADIÇÃO David Fincher, com seu O Assassino , filme de 2023, nos presenteou com sua versão da graphic novel de mesmo título criada em 1998 pelos franceses Alexis Nolent e Luc Jacamon. Os apreciadores dos quadrinhos ficam na expectativa de respirar a mesma atmosfera intimista que já conhecem. Os cinéfilos, apostam no estilo descolado do diretor e suas provocativas reviravoltas no final.  Mas sabe o  que o filme consegue matar de verdade? Os paradigmas!  Para começo de conversa, trata-se de um filme B, rótulo que os especialistas dão às produções ligeiras, de baixo orçamento e sem o brilho das estrelas consagradas. Mas não isso não é de todo pejorativo: consigo me lembrar de inúmeros filmes B deliciosos, especialmente dos anos 1970 e 1980, que se tornaram cult. Personagens em profundidade? Esqueça! Reflexões filosóficas sobre a vida e a morte? Negativo! É apenas entretenimento, com certo r...

Crítica | 300: Zac Znyder recria nas telas os quadrinhos emblemáticos de Frank Miller e se mete em polêmicas

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300: direção de Zack Snyder COMBATEREMOS À SOMBRA! 300 , filme de 2007 dirigido por Zac Znyder, é sobre a Batalha de Termópilas, que aconteceu há 2.500 anos. Todos já aprendemos sobre ela nos bancos escolares: durante três dias, 300 espartanos liderados pelo Rei Leônidas encurralaram 300 mil persas numa passagem estreita e resistiram até a morte para defender os valores que ergueram a civilização ocidental. Os gregos já empreendiam a busca racional pela verdade e entendiam que ela é tarefa de cada indivíduo. Já os persas, estavam mais preocupados em expandir seu império exuberante e multicultural, mas controlado por um poder central onipresente. Frank Miller era fã dessa história           Aqueles espartanos corajosos, unidos pelo ideal de liberdade e independência, viraram símbolo de heroísmo. Além de inspirar as demais cidades-estados gregas a seguir na resistência aos invasores adeptos da servidão coletiva, protagonizaram um episódio incrível, que nos in...

Crítica | Dredd: Pete Travis filma um roteiro de Alex Garland e adapta o juiz, policial, promotor, júri e carrasco dos quadrinhos

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Dredd: filme dirigido por Pete Travis UM SISTEMA INFECTADO PELO CINISMO Para escrever sobre o ótimo Dredd , filme de ação e ficção científica com estética cyberpunk, dirigido em 2012 por Pete Travis, quero falar de... pragmatismo! Baseado na história em quadrinhos criada em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra e publicada na revista inglesa 2000 AD, o filme mostra um protagonista que combate o crime em Mega City One, uma megalópole distópica incrivelmente violenta. Lá, o tal Juiz Dredd exerce as funções de policial, promotor, juiz, júri e carrasco, tudo ao mesmo tempo. Sim, ele e seus colegas juízes, que estão na rua para impor a lei e a ordem, agilizam o processo. Ganham tempo e poupam os recursos dos pagadores de impostos. São legitimados por um sistema pragmático, desenhado pelos detentores do poder para garantir resultados palpáveis, medidos estatisticamente. Sob medida para os quadrinhos            Na história em quadrinhos de Wagner e Ezquerra...

Crítica | Tempo: M. Night Shyamalan encontrou mais um ótimo mistério. Pena que resolveu explicá-lo!

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Tempo: filme de M. Night Shyamalan ENVELHECER SEM O BÔNUS DA EXPERIÊNCIA DE VIDA O que é o tempo? Nas rodas de conversa, alguém sempre lançará mão da tirada espirituosa de Santo Agostinho em As Confissões , seu livro autobiográfico: “Se ninguém me pergunta, eu o sei, mas se me perguntam, e quero explicar, não sei mais nada.”  Aferrados ao relógio, escravos dos compromissos, concluímos que  o tempo é de uma constância implacável, mas não é bem assim: quando nos divertimos, ele voa; na cadeira do dentista, ele se arrasta! Na medida em que o tempo flui, ficamos mais velhos. E se ficamos mais velhos, é porque acumulamos mais tempo de vida. Essa lógica cristalina vai por terra no filme Tempo , dirigido em 2021 por M. Night Shyamalan. O fascínio sobre aquilo que não compreendemos           Desse cineasta indo-americano, podemos esperar surpresas, jamais o convencional. Desde que explodiu em sucesso com o filme  O Sexto Sentido , construiu uma filmo...

Crítica| Batman: Robert Pattinson traz novo fôlego para o vigilante mascarado

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Batman: filme de Matt Reeves UM PERSONAGEM AFERRADO À SUA CONCEPÇÃO GRÁFICA De tempos em tempos, o homem-morcego reaparece triunfante, para mexer com o imaginário dos consumidores de cultura pop. Dessa vez é no filme Batman , dirigido em 2022 por Matt Reeves, onde ele vem enraivecido, na pele de um esforçado Robert Pattinson. Seu propósito é o mesmo de sempre, porém, aqui ele não dispõe dos superpoderes infantilizados que seus pares exibem em outras produções do gênero. Talvez por isso seu brilho nos cinemas tenha sido breve: foi despachado às pressas para o streaming! O filme é tratado como uma peça descolada do quebra-cabeça de super-heróis, que é essa guerra por audiência entre a DC e a Marvel. É um dos seus acertos. O personagem, como nos seus primórdios Outro acerto foi a escolha de Robert Pattinson para encarnar o Homem-Morcego. O ator conseguiu incorporar um Zeitgeist pós-pandêmico. Liquidifica uma mistura de raiva, insegurança, arrogância e uma demora para escolher entre o que ...

Crítica | Logan (2017): o gênero super-herói está amadurecendo?

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Logan: filme dirigido por James Mangold O PERSONAGEM GANHA ALGUMA PROFUNDIDADE DRAMÁTICA Acordei e fui direto ao banheiro. Olhei minha imagem no espelho, enquanto cuspia a espuma azulada de uma droga de pasta de dente que comprei por engano; foi quando sacudi a cabeça, num gesto irritado de negação: estou cada vez mais velho e rabugento! Quisera que fosse mais rabugento do que velho, mas temo que o tempo esteja vencendo a corrida. Na noite anterior havia assistido ao filme Logan , dirigido em 2017 por James Mangold e ainda estava atordoado com aquele rápido mergulho no mar raso dos filmes de super-heróis. Por insistência da minha filha – ela jurou que esse era menos infantilizado – resolvi encarar o desafio. Direção competente e sacadas narrativas           Logan tem pontos positivos. Primeiro, é dirigido com virtuosismo por James Mangold, diretor talentoso e experiente, que tem no currículo filmes como Ford vs Ferrari , Os Indomáveis e Johnny & ...