Crítica | Nuremberg: Russel Crowe carrega esse filme nas costas
Nuremberg: direção de James Vanderbilt AULA EXPLICATIVA EM RITMO DE THRILLER Escolher uma única palavra como título para um filme é uma tacada assertiva; ainda mais quando essa palavra evoca tantos significados e faz rodar um filme inteiro na mente dos cinéfilos. Christopher Nolan fez isso com Dunkirk (2017); antes de apertar o play você já sabe que acompanhará o drama dos britânicos encurralados no norte da França, desesperados para voltar para casa. James Vanderbilt fez o mesmo no seu filme Nuremberg (2025): você já sabe que acompanhará os desdobramentos do maior julgamento de crimes de guerra de todos os tempos e já imagina um filme denso de tanta relevância histórica. O diretor, porém, não destacou a grandiosidade dos eventos; resolveu rodar um thriller recheado de suspense psicológico. Em vez de vingança, justiça O principal acerto do filme é dar destaque, logo no começo, para o fato de que os julgamentos de Nuremberg não foram uma consequência natural do fim da Segunda Guerra M...