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Crítica | Criaturas Extraordinariamente Brilhantes: Sally Field se destaca, num filme emocionante e encantador

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Criaturas Extraordinariamente Brilhantes: direção de Olivia Newton BASEADO EM VERDADES EMOCIONAIS Observar a si mesmo, de uma distância segura, enquanto toma suas decisões e reage às decisões dos outros, é um velho truque terapêutico. Abre a oportunidade para perceber o espectro emocional ao qual você está exposto e assim entender suas dinâmicas comportamentais. Esse truque também funciona no coletivo – nos filmes onde alienígenas escancaram as nossas humanidades, ou nas fábulas onde os animais ganham o dom da fala para nos julgar. É esse o truque usado em Criaturas Extraordinariamente Brilhantes , dirigido em 2026 por Olivia Newman; um filme envolvente, criativo e profundamente emocional. Um incrível sucesso editorial           Por trás desse filme encantador, há um incrível fenômeno editorial, chamado Shelby Van Pelt. Aos 42 anos, a escritora americana escreveu seu primeiro romance, intitulado Remarkably Bright Creatures , que foi publicado em 2022; encan...

Crítica | Nosferatu (2024): vale a pena assistir ao remake de Robert Eggers?

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Nosferatu: direção de Robert Eggers MITOS, LENDAS E INSANIDADE Numa escala medida em arrepios na espinha, o nome Nosferatu provoca mais medo do que o nome Drácula, embora ambos se refiram ao mesmo personagem. O primeiro, mais horripilante, nasceu em um filme, porque os realizadores não detinham os direitos autorais do romance que o inspirou. O segundo nasceu nas páginas da literatura gótica, mas se cristalizou no imaginário do público por meio da estampa aristocrática de Béla Lugosi – menos assustadora e mais sedutora. Recentemente, quem escancarou essa diferença foi Robert Eggers, o diretor americano que escreveu e dirigiu Nosferatu . Esse remake de 2024 não deixa dúvidas sobre quem mete mais medo! Os antecedentes literários           Tudo começou com o escritor irlandês Bram Stoker, que escreveu em 1897 o livro intitulado Drácula . Trata-se de um romance epistolar, onde a narrativa é construída por meio das cartas trocadas entre os personagens. Está tudo...

Crítica | Sonhos de Trem: Clint Bentley entregou um drama contemplativo e visualmente deslumbrante

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Sonhos de Trem: direção de Clint Bentley UMA JORNADA PELA VIDA O curto romance Sonhos de Trem , escrito em 2011 pelo americano Denis Hale Johnson, oferece uma narrativa breve e sensível sobre a vida de um personagem lacônico; um homem comum, que nasceu, cresceu, trabalhou, construiu família, amou, sofreu e morreu enquanto o mundo ao seu redor insistia em girar com inércia transformadora. O filme Sonhos de Trem , dirigido em 2025 por Clint Bentley, é uma adaptação primorosa dessa história. Com ares de cinema independente, desfia uma narrativa fluente e orgânica, que combina imagens deslumbrantes, música envolvente e um texto aguçado, num resultado poético e emocionante. No cinema, esta obra aberta de grande valor literário nos chega como um pacote fechado, mas embrulhado em belo papel de presente! Ótimas referências cinematográficas           Sei que os cinéfilos compenetrados torcerão o nariz para as comparações que ousarei fazer com os filmes Árvore da Vid...

Dica | Garimpo nos Streamings: filmes disponíveis nesse mês nas plataforma de streaming

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BAIXE O ARQUIVO EM PDF Veja aqui uma lista com alguns filmes disponíveis nas plataformas de streaming neste mês, que merecem ser conferidos. Clique no link e baixe o PDF com os destaques da Crônica de Cinema. Clique aqui e baixe o PDF

Dica | Vai passar nas Telonas: veja os destaques deste mês que merecem ser conferidos nos cinemas

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Crítica | Pecadores: Ryan Coogler mistura blues, gângsteres e vampiros em uma obra envolvente

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Pecadores: todo o cinema de qualidade que se espera de Ryan Coogler BLUES, GÂNGSTERES E VAMPIROS NO MESMO FILME? FAZ TODO O SENTIDO! Aos 17 anos, cursava eletrônica na Escola Técnica, mas ardia em arrependimento; descobri que me faltava talento para as ciências exatas e pus na cabeça que abraçaria outra profissão: me tornaria um publicitário. Havia, porém, um último semestre a ser vencido antes de tentar o vestibular. O problema é que não podia reprovar em português. Para ser aprovado, todo aluno era obrigado a apresentar uma palestra de no mínimo vinte minutos sobre um tema de sua livre escolha. Adivinhe sobre o que resolvi palestrar? Blues!           Meu professor marcou a data e lá fui eu, ler e pesquisar – na época, fazíamos isso na biblioteca. Emprestei LPs dos parentes e amigos e fucei as lojas de discos... andava por toda parte com meu gravador, tentando montar a trilha sonora da minha palestra. Gostei tanto do assunto que virei um amante da música –...

Crítica | Frankenstein: Guillermo del Toro realizou um espetáculo audiovisual irretocável

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Frankenstein: criador e criatura em busca de respostas EXCELENTE. SÓ NÃO PRECISAVA DAQUELA NARRAÇÃO EM OFF! Com seu livro Frankenstein; ou, O Prometeu Moderno , a escritora inglesa Mary Shelley criou um mito na acepção filosófica. Pôs em palavras a angústia que a humanidade experimentava naquele comecinho de século XIX, diante de um cientificismo cada vez mais dominante; aproveitando que nos esforçávamos para exercer as funções de Deus, ela criou um monstro feito com partes de nós e o animou por meio de uma eletricidade que ainda  cheirava a magia. Passados 200 anos, sua criatura continua imortal, vagando pela cultura pop com incrível vitalidade – ganhou materialidade quando assumiu as feições de um Boris Karlof, porém, jamais enganou o público: não é humano! Está mais para um arremedo de gente, que nos inspira medo, repulsa e um bom tanto de pena. Nós somos os criadores           Sim, o que Mary Shelley criou foi uma boa oportunidade para discutir sob...

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