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Mostrando postagens com o rótulo Thriller

Crítica | Nuremberg: Russel Crowe carrega esse filme nas costas

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Nuremberg: direção de James Vanderbilt AULA EXPLICATIVA EM RITMO DE THRILLER Escolher uma única palavra como título para um filme é uma tacada assertiva; ainda mais quando essa palavra evoca tantos significados e faz rodar um filme inteiro na mente dos cinéfilos. Christopher Nolan fez isso com Dunkirk (2017); antes de apertar o play você já sabe que acompanhará o drama dos britânicos encurralados no norte da França, desesperados para voltar para casa. James Vanderbilt fez o mesmo no seu filme Nuremberg (2025): você já sabe que acompanhará os desdobramentos do maior julgamento de crimes de guerra de todos os tempos e já imagina um filme denso de tanta relevância histórica. O diretor, porém, não destacou a grandiosidade dos eventos; resolveu rodar um thriller recheado de suspense psicológico. Em vez de vingança, justiça O principal acerto do filme é dar destaque, logo no começo, para o fato de que os julgamentos de Nuremberg não foram uma consequência natural do fim da Segunda Guerra M...

Crítica | Casa de Dinamite: Kathryn Bigelow retorna aos filmes de ação com uma angustiante contagem regressiva

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Casa de Dinamite: direção de Kathryn Bigelow UMA MENSAGEM PESSIMISTA Misseis riscando o céu, ameaçadores, nos lembram que sempre há a possibilidade de uma guerra em escala mundial. Nos acostumamos a vê-los pipocando nos noticiários da TV, principalmente os que cobrem os ataques feitos contra Israel por seus inimigos islâmicos – o tal Domo de Ferro, capaz de detectar os mísseis e interceptá-los em pleno voo é um alento, que nos garante alguma sensação de segurança e proteção. Mas e se algum deles escapar? E se algum deles estiver carregando uma ogiva nuclear? E por falar no fim do mundo...           Desde que Stanley Kubrick filmou Dr. Fantástico , em 1964, a humanidade jamais conseguiu relaxar. São enormes as cEhances de que algum maluco com acesso ao botão do fim do mundo decida fazer uma piada sem graça. Mais tarde, em filmes como Treze Dias Que Abalaram o Mundo , sobre crise dos mísseis cubanos, ficamos sabendo que o tema não tem graça nenhuma – é de met...

Crítica | Efeito Dominó: Roger Donaldson conseguiu informações sobre um assalto real, até hoje em sigilo

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Efeito Dominó: direção de Roger Donaldson REUNIÃO DE TODOS OS TIPOS DE MELIANTES Sim, Efeito Dominó , filme de 2008 dirigido por Roger Donaldson, é um ótimo thriller policial, capaz de nos prender na poltrona do começo ao fim. Porém, é preciso que se diga: é mais um daqueles filmes que enaltecem os criminosos e celebram suas ousadias. Aliás, o espectro de meliantes coberto pela trama é dos mais amplos; tropeçamos em ladrões ordinários, traficantes de drogas, exploradores da pornografia, gângsteres, ativistas, falsários, agiotas, políticos, agentes do estado... E o pior de tudo: eles protagonizam uma história real, passada na Inglaterra 1971. Para complicar, as implicâncias e desdobramentos dos crimes por eles cometidos ainda não são totalmente conhecidos, pois o caso está sob sigilo até 2054 – sim, lá na Inglaterra, como no Brasil, o sistema também se autoprotege sem qualquer constrangimento. Tudo culpa da Princesa Margaret           O filme foi construído ...

Crítica | Faces da Verdade: Rod Lurie entrega um thriller político ágil e envolvente, onde a verdade tem valor absoluto

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Faces da Verdade: direção de Rod Lurie VERDADE: VALOR QUE NÃO PODE SER RELATIVIZADO Sempre reservo um dia da semana para exercer o que chamo de... extrativismo cinematográfico: vasculho as plataformas de streaming com método e paciência, atento a qualquer pepita mais reluzente. Não é sempre, mas elas aparecem, presas na minha peneira criteriosa. Dessa vez, meu achado foi Faces da Verdade , escrito e dirigido em 2008 por Rod Lurie. Depois de reconhecer o nome do diretor, responsável por ótimos filmes como A Última Fortaleza e Posto de Combate , este cinéfilo garimpeiro apertou o play e não se arrependeu. No Brasil, o filme ganhou um título maroto           Faces da Verdade é um thriller político ágil e envolvente, com um roteiro bem costurado, diálogos bem escritos e ótimas interpretações. É entretenimento, mas tem qualidades estéticas e traz provocações que fazem pensar – nos lembra que a verdade é tudo o que de fato importa. Antes de começar a destrinch...

Crítica | O Quarto do Pânico: David Fincher filma um roteiro de David Koepp e entrega um thriller tenso, complexo e de dar nos nervos

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O Quarto do Pânico: direção de David Fincher NARRATIVA VISUAL COMPLEXA PARA UM ROTEIRO ENXUTO Depois de trabalhar nos roteiros de grandes sucessos, como  A Morte lhe Cai Bem ,  Jurassic Park  e  Missão Impossível , David Koepp se tornou um dos roteiristas mais requisitados de Hollywood. No início dos anos 2000, ele e screveu um roteiro de forma independente e o colocou à venda; provocou uma acirrada disputa entre os grandes estúdios, que foi vencida pela Columbia Pictures. O diretor recrutado para encabeçar o projeto, lançado em 2002 com o título de O Quarto do Pânico , foi David Fincher; realizou um thriller acima da média, com doses fartas de suspense e ação, enq uanto mantem o espectador enclausurado em um espaço cênico apertado. O enredo é previsível, e por isso mesmo eficiente: desde as primeiras cenas, vemos as forças antagônicas tomando posição e só podemos imaginar as surpresas e as reviravoltas que virão. Refúgio para os milionários      ...

Crítica | Presságio: Alex Proyas recruta Nicolas Cage e capricha nos efeitos visuais, mas vacila entre o mistério e a catástrofe

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Presságio: direção de Alex Proyas OS DOIS PRIMEIROS ATOS FUNCIONAM. O ÚLTIMO É UMA BOBAGEM! Na juventude, fui um cinéfilo mais criterioso. Só entrava numa sala de exibição se o filme valesse o preço do ingresso. Além disso, tinha que escolher entre uma lista reduzida de títulos – Curitiba contava com uma dezena de cinemas, onde os lançamentos ficavam em cartaz por poucas semanas. Para decidir com sabedoria onde gastar meu suado dinheirinho, a solução era vasculhar os cadernos de cultura dos jornais e as revistas especializadas; lia muito sobre cinema e quando me sentava na plateia, já sabia o que esperar. A era do streaming e o impulso de apertar o play           Hoje, a oferta de filmes beira o infinito. Nas plataformas de streaming, o valor da assinatura é o mesmo, caso você assista a um único filme por mês ou a cinco por dia! Tornei-me um cinéfilo mais impulsivo. Aperto o play com facilidade, pois sei que posso mudar de ideia ao primeiro sinal de arrepen...