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Mostrando postagens com o rótulo Suspense

Crítica | O Quarto do Pânico: David Fincher filma um roteiro de David Koepp e entrega um thriller tenso, complexo e de dar nos nervos

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O Quarto do Pânico: direção de David Fincher NARRATIVA VISUAL COMPLEXA PARA UM ROTEIRO ENXUTO Depois de trabalhar nos roteiros de grandes sucessos, como  A Morte lhe Cai Bem ,  Jurassic Park  e  Missão Impossível , David Koepp se tornou um dos roteiristas mais requisitados de Hollywood. No início dos anos 2000, ele e screveu um roteiro de forma independente e o colocou à venda; provocou uma acirrada disputa entre os grandes estúdios, que foi vencida pela Columbia Pictures. O diretor recrutado para encabeçar o projeto, lançado em 2002 com o título de O Quarto do Pânico , foi David Fincher; realizou um thriller acima da média, com doses fartas de suspense e ação, enq uanto mantem o espectador enclausurado em um espaço cênico apertado. O enredo é previsível, e por isso mesmo eficiente: desde as primeiras cenas, vemos as forças antagônicas tomando posição e só podemos imaginar as surpresas e as reviravoltas que virão. Refúgio para os milionários      ...

Crítica | Roubando Vidas: o thriller de suspense de D. J. Caruso patina em pontos cruciais e aposta tudo no ponto de virada

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Roubando Vidas: direção de D. J. Caruso QUASE MEMORÁVEL Thrillers de suspense são oportunidades para acompanhar conflitos psicológicos em profundidade. Costumam apresentar personagens densos e complexos, envolvidos em tramas intrincadas, que demandam astúcia, inteligência e sangue frio. Se7en: Os Sete Crimes Capitais e O Silêncio dos Inocentes são os exemplares mais lembrados pelos cinéfilos que apreciam o gênero. Infelizmente, Roubando Vidas , filme de 2004 dirigido por D. J. Caruso, não está à altura desses títulos; ainda assim, é um filme que merece ser visitado. Tem boas atuações, um ritmo bem conduzido e surpreende com reviravoltas inesperadas. Não decepciona, mas... poderia ser melhor! Baseado num romance envolvente            Roubando Vidas foi adaptado de um romance com o mesmo título escrito pelo inglês Michael Pye em 1999, mas traz diferenças em relação ao material original. O livro é sobre Martin Arkenhout, um jovem holandês de 17 anos qu...

Crítica | O Talentoso Ripley: Anthony Minghella conseguiu ampliar a dimensão estética do romance

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O Talentoso Ripley: direção de Anthony Minghella UMA ILHA DE PSICOPATIA, CERCADA DE BELEZA Tempos atrás, escrevi uma crônica sobre a minissérie Ripley , dirigida em 2024 por Steven Zailian. Gostei tanto que resolvi revisitar o  filme O Talentoso Ripley , dirigido em 1999 por Anthony Minghella. Num primeiro momento, achei que seria redundante escrever sobre mais essa adaptação do romance de Patricia Highsmith, já que o personagem e a trama de assassinatos que ele protagoniza estão descritos no meu texto anterior. Acontece que a qualidade do cinema realizado por Minghella é tão notável que mudei de ideia; decidi revirar mais uma vez o mundo do psicopata que consegue se safar da punição por seus crimes, graças a uma combinação de sorte com uma gélida meticulosidade. Mais uma adaptação primorosa de Minghella           O romance de Patricia Highsmith atrai o leitor com uma prosa austera. Há pouca informação descritiva, raros adjetivos e poucos detalhes sobr...

Crítica | Armadilha: M. Night Shyamalan dirige um thriller psicológico bem arquitetado e cheio de suspense. É de dar nos nervos!

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Armadilha: direção de M. Night Shyamalan SÓ INTERESSA SABER COMO TERMINARÁ! Na filmografia de  M. Night Shyamalan  há títulos que me desagradam e não pretendo revisitar. Há outros que revi e pretendo rever novamente. Tal irregularidade não é um demérito e as ressalvas que faço são todas por causa da temática; não têm relação com o cinema que que ele pratica. Aliás, ele tem pleno domínio da linguagem cinematográfica e se tornou um criativo narrador audiovisual; por isso, jamais deixo de assistir aos seus longas.   Armadilha , seu filme de 2024, é um thriller de suspense sobre o tema perturbador e violento dos assassinos em série. É muito bem feito, e merece ser visto  –  e talvez revisitado, depois que você já não se lembrar mais do final surpreendente. Nada de spoilers !           O bom é que dessa vez o diretor resistiu à tentação de enveredar por caminhos sobrenaturais. Evitou empregar elementos de mistério para alimentar pontos ...

Crítica | Instinto Materno: o filme se tornou um fardo pesado demais para um diretor de fotografia

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Instinto Materno: direção de Benoît Delhomme FALTOU ENFATIZAR O UNIVERSO SONORO! Se você, cinéfilo ávido por um bom thriller inspirado no estilo de Alfred Hitchcock, tropeçar no serviço de streaming com Instinto Materno , dirigido em 2024 por Benoît Delhomme, talvez fique logo tentado a dar o play. Não é para menos: as presenças de Jessica Chastain e Anne Hathaway no elenco funcionam como chamariz. Trata-se de um filme mediano, ao qual recomendo que assista. Porém, para que tire melhor proveito da experiência, terá que considerar a longa cadeia de fatos que está por trás dessa produção hollywoodiana. E ela começa... na Bélgica! Obra da escritora Barbara Abel           Em 2012, a escritora belga Barbara Abel, autora de vários romances policiais de sucesso, publicou seu livro Derrière la Haine (Por Trás do Ódio). O romance foi adaptado para o cinema em 2018 pelo cineasta Olivier Masset-Depasse, também belga, com o título de Duelles (Duelos). O livro ganhou...

Crítica | Ripley: Steven Zaillian desce até as profundezas da mente de um psicopata e realiza uma minissérie primorosa

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Ripley: minissérie dirigida por Steven Zaillian RETRATO EM PRETO E BRANCO DE UM PSICOPATA A minissérie  Ripley , criada, escrita e dirigida em 2024 por Steven Zaillian, é uma adaptação brilhante do romance  O Talentoso Ripley , que Patricia Highsmith escreveu em 1955. Lá a escritora americana apresentou o  personagem Tom Ripley, um vigarista que se consagrou como um dos mais desprezíveis psicopatas da literatura.  Rendeu uma série de livros, que fizeram a fama da autora; além de vários contos, ela escreveu 22 romances, vários deles adaptados para o cinema – inclusive  Pacto Sinistro , dirigido por Alfred Hitchcock. Agora, disponível na Netflix, os fãs do personagem encontrarão um excelente motivo para revistar o personagem e suas tramoias.  Um convite para maratonar          Antes de apertar o play na minissérie, o s cinéfilos atentos buscarão na memória a adaptação de 1999 intitulada  O Talentoso Ripley , dirigida por Ant...

Crítica | Vidas em Jogo: thriller envolvente com a grife David Fincher

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Vidas em Jogo: direção de David Fincher O JOGO MAIS ESTIMULANTE É AQUELE ENTRE O DIRETOR E O ESPECTADOR Não assisti no cinema ao filme Vidas em Jogo , dirigido em 1997 por David Fincher. Passou-me batido na época. Em compensação, alcancei a redenção dia desses, quando tropecei com o título no serviço de streaming . Que  felicidade poder conferir essa preciosidade! Trata-se um grande filme, com qualidades inquestionáveis, ainda que considerado uma obra menor do diretor. Realizado logo depois de Se7en - Os Sete Crimes Capitais e logo antes de Clube da Luta , Vidas em Jogo ficou no meio do caminho, como um título menos inovador, menos ousado e menos provocativo – atributos que se tornaram obrigatórios para um filme da grife David Fincher. Inspiração em Alfred Hitchcock           Os cinéfilos mais atentos, entretanto, perceberão que está tudo lá: a atmosfera onírica, a tensão permanente, as confusões mentais, a total incerteza quanto aos rumos da hi...

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