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Mostrando postagens com o rótulo Comédia

Crítica | A Morte Lhe Cai Bem: Robert Zemeckis fez um filme divertido, repleto de humor negro e computação gráfica. E o melhor: continua atual e provocativo

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A Morte lhe Cai Bem: direção de Robert Zemeckis UM FILME À FRENTE DO SEU TEMPO! Em 1992, Robert Zemeckis dirigiu  A Morte lhe Cai Bem , na esteira do sucesso estrondoso alcançado por seus filmes anteriores, Forrest Gump , Náufrago e a trilogia De Volta Para o Futuro . Disposto experimentar uma temática mais ousada, decidiu se embrenhar no universo peculiar das estrelas de cinema, onde tudo gira em torno da beleza; realizou uma comédia ácida e inteligente, carregada de humor negro, frases de efeito e tiradas sagazes, que muitos críticos não acharam nada engraçadas. A carapuça serviu!           A Morte lhe Cai Bem foi massacrado pela crítica na época do seu lançamento. A inveja destrutiva e a superficialidade asquerosa das protagonistas, que só fazem cultivar uma rivalidade regida pela competição desleal, talvez tenham servido de carapuça para os que circulam com naturalidade pelo habitat hollywoodiano. Torceram o nariz! Pode ser, eventualmente, que a...

Crítica | O Dorminhoco: ainda bem que descongelaram o judeu novaiorquino neurótico errado! Inundaram o filme com piadas politicamente incorretas

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O Dorminhoco: direção de Woody Allen UM OLHAR NOSTÁLGICO PARA O FUTURO Nesses dias surrados de tanta pós-modernidade, os humoristas pisam em ovos. Tentam aliviar o peso exorbitante das regras de etiqueta e fazem um humor cauteloso, insosso e genérico.  Há meio século, o cardápio era outro: ácido, provocativo, espontâneo, constrangedor, zombeteiro... Exatamente como podemos degustar em O Dorminhoco , filme de 1973 dirigido por Woody Allen – o quarto filme realizado pelo diretor, numa época em que estava empenhado apenas em ser reconhecido como um dos melhores comediantes americanos. Um distopia futurista hilariante           O Dorminhoco é uma comédia farsesca, que flerta abertamente com o pastelão, mas vem salpicada com uma infinidade de piadas inteligentes, disparadas em ritmo veloz. A história é ambientada no futuro e mostra como Miles Monroe (Woody Allen), um clarinetista amador que se reveza entre o jazz e a administração da sua loja de alimentos ...

Crítica | Os Vigaristas: Ridley Scott nos brinda com uma comédia dramática envolvente, com reviravoltas no final

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Os Vigaristas: filme de Ridley Scott UM FILME REPLETO DE VIGARICES Uma sutiliza sobre o filme Os Vigarista s, dirigido em 2003 por Ridley Scott, está no seu título original:  Matchstick Men . Podemos traduzir a expressão como “homens palito de fósforo”, uma gíria em inglês para vigaristas. A sonoridade, porém, é bastante próxima à expressão Majestic Men, que significa “homens majestosos”. Qualquer anglófono, portanto, entenderá que a estampa majestosa de um vigarista é parte integrante do seu ser, e que ela virará fumaça depois que a vítima tomar consciência de que foi tapeada; ficará apenas um inútil palito de fósforo carbonizado e deformado. Ou seja: só esse título original já fez rodar um filme inteiro na minha cabeça de cinéfilo ansioso. A sinopse: uma vida de tranbiques          Antes de examinar   Os Vigaristas ., precisaremos conhecer a sua sinopse. O filme é sobre  Roy Walker (Nicolas Cage) e Frank (Sam Rockwell) que se d edicam a tapear v...

Crítica | Pequenas Cartas Obscenas: Thea Sharrock realizou uma comédia de mistério baseada numa história real. Mostrou personalidade!

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Pequenas Cartas Obscenas: direção de Thea Sharrock UMA HISTÓRIA REAL, CONTADA DE MANEIRA INVENTIVA Assim que comecei a assistir a Pequenas Cartas Obscenas , dirigido em 2023 por Thea Sharrock, percebi que estava diante de um filme peculiar; um produto da interferência criativa dos diferentes agentes que costumo incluir dentro do rótulo "realizadores". Esta produção britânica se assume comédia, mas flerta com o mistério, com o suspense e com o drama. É ágil e envolvente, teatral e também cinematográfica; e o mais curioso: baseia-se em uma história real! Como esse filme ficou com essa cara? Uma história pode ser contada de muitas maneiras e a s feições de um filme primeiro são determinadas pelas decisões narrativas dos roteiristas, quando começam a costurar a história. Temos depois as decisões do diretor durante as filmagens, que afetam a natureza audiovisual da obra. Finalmente, temos aquelas tomadas durante o processo de edição, que provavelmente são as mais decisivas e deter...

Crítica | Melhor É Impossível: como numa sitcom, James L. Brooks nos apresenta a personagens com trajetórias previsíveis

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Melhor É Impossível: direção de James L. Brooks CINEMA COM SOTAQUE DE SITCOM Tenho preguiça de assistir a certos filmes. Talvez seja puro preconceito, ou rabugice, sei lá! N o caso de Melhor É Impossível , filme de 1997 dirigido por James L. Brooks, o que me fez evitá-lo por anos foi  a foto no pôster promocional, mostrando a estampa cínica de Jack Nicholson com um cãozinho nos braços. Além disso, havia aquela curta explicação de que ele interpreta um escritor nova-iorquino antissocial e repugnante. Some-se a reputação de James L. Brooks como diretor e roteirista de séries para a TV – é o nome por trás de Os Simpsons – e a presença de uma Helen Hunt com brilho contido. Pronto! Intuí todo o enredo! Deduzi o arco do protagonista          Continuei meu raciocíio: é  claro que James L. Brooks tem experiência de sobra e se decidiu se aventurar no cinema, é porque tem um belo texto escondido na manga! A presença de Jack Nicholson também diz muito; que outro...

Crítica | Os Três Patetas: os irmãos Farrellly uma realizaram divertida homenagem aos reis da comédia pastelão

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Os Três Patetas: direção de Peter e Bobby Farrelly INCRÍVEL COMO O TRIO SE ENQUADROU BEM NA TV Os Três Patetas eram uma constante na programação da TV. No final dos anos 1950, seus curtas produzidos para as salas de cinema foram empacotados para as telinhas, onde moraram por décadas. Com um estilo cômico desleixado e raso, miravam as gargalhadas ligeiras, sem entregar sutilezas nem tiradas espirituais. Havia o humor refinado e inteligente de Charlie Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd, e havia a bagunça de Moe, Larry e Curly. O trio fazia uma comédia pastelão, repleta de gírias e tiradas absurdas que conversavam fluentes com o público mais popular. Um cinéfilo exigente empurraria o humor do trio lá para o final da lista, mas jamais cometeria o sacrilégio de ignorá-los. Os três conquistaram um espaço na sétima arte. Ressuscitados com assombrosa acuidade visual           Os irmãos Farrelly, Peter e Bobby, certamente reconheceram a relevância do trio. Mais ...

Crítica | Uma Saída de Mestre: o remake perfeito para quem busca ação e escapismo

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Uma Saída de Mestre: Direção de F. Gary Gray VEROSSIMILHANÇA? QUEM ESTÁ PREOCUPADO COM ISSO? Ah, a vida moderna! Ela às vezes se parece com um massacre de dificuldades. Nos atinge com insistentes golpes de aborrecimentos e consegue nos molestar com os assuntos mais desagradáveis: os preços pela hora da morte, a falta de segurança nas ruas, a avalanche de impostos, a selvageria do trânsito, a cara de pau dos políticos desonestos... Ainda bem que a vida moderna também nos deixa experimentar a contraparte da realidade: o escapismo! É ótimo chegar em casa, largar-se no sofá, vasculhar os serviços de streaming e mergulhar no oceano de entretenimento ligeiro. Há dias em que tudo o que precisamos é tropeçar em um filme leve, despretensioso, raso e descomplicado. Há dias em que tudo o que precisamos é encontrar Uma Saída de Mestre , filme de 2003 dirigido por F. Gary Gray! A herança de Um Golpe à Italiana           Não prego o escapismo como norma! Lembro apenas q...

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