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Mostrando postagens com o rótulo Ficção Científica

Crítica | Frankenstein: Guillermo del Toro realizou um espetáculo audiovisual irretocável

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Frankenstein: criador e criatura em busca de respostas EXCELENTE. SÓ NÃO PRECISAVA DAQUELA NARRAÇÃO EM OFF! Com seu livro Frankenstein; ou, O Prometeu Moderno , a escritora inglesa Mary Shelley criou um mito na acepção filosófica. Pôs em palavras a angústia que a humanidade experimentava naquele comecinho de século XIX, diante de um cientificismo cada vez mais dominante; aproveitando que nos esforçávamos para exercer as funções de Deus, ela criou um monstro feito com partes de nós e o animou por meio de uma eletricidade que ainda  cheirava a magia. Passados 200 anos, sua criatura continua imortal, vagando pela cultura pop com incrível vitalidade – ganhou materialidade quando assumiu as feições de um Boris Karlof, porém, jamais enganou o público: não é humano! Está mais para um arremedo de gente, que nos inspira medo, repulsa e um bom tanto de pena. Nós somos os criadores           Sim, o que Mary Shelley criou foi uma boa oportunidade para discutir sob...

Crítica | Tron: Ares: Joachim Ronning conseguiu rejuvenescer o visual dos primórdios da CGI, em mais um filme de ação desenfreada

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Tron: Ares: direção de Joachim Rønning NO CINEMA, O IMPERATIVO VISUAL JÁ NÃO É O MEMSMO! Esse terceiro filme da franquia Tron , intitulado Tron: Ares  dirigido em 2025 por Joachim Rønning, é uma produção endinheirada, que se confunde com todas as outras geradas no universo dos super-heróis. Este cinéfilo criterioso já não estava interessado em conferir, mas por uma conjunção de fatores afetivos – um delicioso programa de fim de semana com toda a família é para ser aproveitado ao máximo –, decidi encarar; e devo reconhecer que não me arrependi! Vale pelo entretenimento           Numa sala de cinema IMAX, diante da enormidade da tela e do som estrondoso, o filme encontrou sua razão de ser: Tron: Ares é um filme de ação ágil e descomplicado, que só deseja entreter, ainda que os realizadores tentem nos fazer enxergar um certo verniz tecnológico e... filosófico! Antes de seguir com o raciocínio, deixe-me lembrar da sinopse: Tron: Ares: Joachim Ronning dirig...

Crítica | Gattaca: A Experiência Genética: o filme de Andrew Niccol virou cult, enquanto cutuca em temas como eugenia e tecnocracia. Senti falta da dimensão espiritual

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Gattaca: A Experiência Genética: direção de Andrew Niccol TECNOCRATAS EUGENISTAS ROBOTIZANDO CIDADÃOS Ah, lá vamos nós, conversar novamente sobre distopias! Já escrevi uma crônica sobre o tema, onde listei alguns filmes provocativos – para ler, basta clicar aqui ! Dessa vez, porém, vou me deter em Gattaca: A Experiência Genética , filme escrito e dirigido em 1997 pelo cineasta neozelandês Andrew Niccol. Trata-se de uma obra de ficção científica instigante e inteligente, que nos embriaga os sentidos com qualidades cinematográficas inquestionáveis, mas traz uma mensagem subliminar perturbadora. Para articular uma conversa proveitosa, entretanto, terei primeiro que esmiuçar a sua sinopse: Um visionário agarrado ao seu sonho           O filme se passa num futuro próximo, quando a sociedade decide estratificar-se a partir de uma política eugenista, sustentada por uma avançada tecnologia de manipulação do DNA humano. São criadas duas categorias de cidadãos: os vá...

Crítica | Brazil – O Filme: Terry Gillian filma uma distopia inspirada em George Orwell com pretensões fellinianas

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Brazil - O Filme: direção de Terry Gillian QUANDO MONTY PYTHON ENCONTRA GEORGE ORWELL No Brasil do começo dos anos 1980, o humor anárquico do grupo inglês Monty Python não era popular; poucos tiveram a oportunidade de assistir no cinema ao filme Monty Python em Busca do Cálice Sagrado . Com o advento dos videocassetes, as fitas com os programas de TV da trupe britânica apareceram nas locadoras e atraíram mais fãs; serviram de chamariz para os filmes A Vida de Brian e Monty Python – O Sentido da Vida , que vieram na sequência. Na época, poucos enxergaram a conexão entre esses títulos e Brasil – O Filme , dirigido em 1985 por Terry Gillian – aliás, uma conexão sutil. E o que isso tem a ver com o Brasil?           Acontece que o diretor Terry Gillian foi um dos integrantes dos Monty Python – o único americano do grupo. Como cartunista, contribuiu com as animações que permeiam os filmes da trupe, além de ter colaborado nos roteiros e na direção. Sabendo disso,...

Crítica | Dredd: Pete Travis filma um roteiro de Alex Garland e adapta o juiz, policial, promotor, júri e carrasco dos quadrinhos

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Dredd: filme dirigido por Pete Travis UM SISTEMA INFECTADO PELO CINISMO Para escrever sobre o ótimo Dredd , filme de ação e ficção científica com estética cyberpunk, dirigido em 2012 por Pete Travis, quero falar de... pragmatismo! Baseado na história em quadrinhos criada em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra e publicada na revista inglesa 2000 AD, o filme mostra um protagonista que combate o crime em Mega City One, uma megalópole distópica incrivelmente violenta. Lá, o tal Juiz Dredd exerce as funções de policial, promotor, juiz, júri e carrasco, tudo ao mesmo tempo. Sim, ele e seus colegas juízes, que estão na rua para impor a lei e a ordem, agilizam o processo. Ganham tempo e poupam os recursos dos pagadores de impostos. São legitimados por um sistema pragmático, desenhado pelos detentores do poder para garantir resultados palpáveis, medidos estatisticamente. Sob medida para os quadrinhos            Na história em quadrinhos de Wagner e Ezquerra...

Crítica | O Homem do Castelo Alto: série imaginativa e bem produzida, mas é para os espectadores atentos

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O Homem do Castelo Alto: série criada por Frank Spotnitz PERSONAGENS BEM CONSTRUÍDOS, METIDOS NUMA JORNADA DESAFIADORA Você já pensou como o mundo seria tenebroso caso os nazistas e fascistas tivessem saído vencedores da Segunda Guerra Mundial? Philip K. Dick já perdeu noites de sono a imaginar os infelizes desdobramentos dessa péssima ideia. Escritor talentoso, tornou-se um dos principais nomes da ficção cientifica, tendo escrito Blade Runner , Minority Report , O Vingador do Futuro , O Vidente e Os Agentes do Destino , entre tantos outros livros que resultaram em adaptações para o cinema. Quando publicou O Homem do Castelo Alto , em 1962, provocou a imaginação do público; descreveu como as potências do Eixo poderiam ter derrotado os Aliados, conquistado definitivamente a Europa e ocupado os Estados Unidos. O romance explica como o pior poderia ter acontecido           No romance de Philip K. Dick, o infortúnio da humanidade começa quando Franklin D. Roos...

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