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Crítica | Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles: os aliens que se danem!

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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles: direção de Jonathan Liebesman DIVERSÃO COSTURADA COM REALISMO, HUMOR E CRIATIVIDADE Este é um filme dirigido por um sul-africano, filmado com a câmera no ombro, envolto em uma atmosfera realista e documental e que fala da chegada de alienígenas ao planeta Terra. Observe, porém, que não se trata de Distrito 9 , a distopia inteligente e original realizada em 2009 por Neill Blomkamp. Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles é uma produção hollywoodiana, dirigida em 2011 por Jonathan Liebesman, outro sul-africano que, para deleite dos amantes de ficção científica, conseguiu seguir os passos do conterrâneo e fundiu dois gêneros capazes de proporcionar ótimas sequências de ação: guerra e invasão alienígena. Herdando as técnicas digitais           Antes de mais nada é preciso que se diga: a origem dos dois diretores não é mera coincidência. Liebesman, é claro, tornou-se admirador do cinema inovador de Blomkamp e foi pedir...

Crítica | Belfast: Kenreth Branagj revirou a própria infância, mas sofreu com o peso emocional

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Belfast: direção de Kenneth Branagh É BELO E LEVE, MAS MANTÉM A DISTÂNCIA EMOCIONAL Kenneth Branagh levou seu nome até o topo da indústria cinematográfica. Ator talentoso, estrelou e dirigiu inúmeras adaptações para o cinema de peças de William Shakespeare e marcou presença em várias séries produzidas para a televisão britânica. Mais recentemente, dirigiu Assassinato no Expresso Oriente , onde interpretou o detetive Hercule Poirot. Também se embrenhou no universo dos super-heróis e assumiu a direção do filme Thor . Com Belfast , que escreveu e dirigiu em 2021, tornou-se o primeiro na história do Óscar a ser indicado para sete categorias diferentes; um feito notável, que mostra não só a sua versatilidade, mas a sua compreensão abrangente do fazer cinematográfico. É natural, portanto, que seu filme mais autoral, pintado com cores autobiográficas, atiçasse as expectativas do púbico e da crítica; saiu da festa do Óscar com a estatueta de melhor roteiro original e com a aura de ter realizad...

Crítica | Vivos: Frank Marshall conta a história dos sobreviventes dos Andes com autenticidade e realismo, equilibrando drama e ação

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Vivos: direção de Frank Marshall SOBREVIVERAM GRAÇAS AO... HEROÍSMO Vivos , filme de 1993 dirigido por Frank Marshall, é o remake melhorado de uma produção desastrada – com o perdão do trocadilho – dirigido em 1976 por René Cardona: Os Sobreviventes dos Andes . Aquele era um filme mexicano de baixo orçamento, com entonação francamente sensacionalista; esta é uma produção da Disney, com viés dramático e uma abordagem bem mais cuidadosa. Ambos os filmes contam a história trágica de sobrevivência, que dominou a mídia por semanas em 1972, porque os personagens tiveram que cometer canibalismo para continuar vivos. Vamos aos fatos:           Tudo aconteceu em outubro daquele ano, quando o avião fretado por um time de rugby de Montevidéu caiu na Cordilheira dos Andes. A maioria sobreviveu à queda, mas as equipes de resgate não conseguiram localizá-los; com pouquíssimos suprimentos, resistiram por incríveis 72 dias ao se alimentar dos corpos de seus colegas mortos...

Crítica | Eram os Deuses Astronautas?: um portal para o sucesso

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Eram os Deuses Astronautas?: direção de Harald Reinl MUITAS PERGUNTAS, POUCAS PROVAS Quando  Eram os Deuses Astronautas?  foi lançado em 1970, este cinéfilo não passava de um pirralho de 10 anos. Foi a primeira vez em que assisti a um documentário. Nada de dramatizações em estúdio, de protagonistas heroicos ou de enredos costurados com pontos de virada surpreendentes; o que vi foram cenas reais irradiando verdade, apresentadas para sustentar um ponto de vista. E que ponto de vista! Baseado no livro escrito em 1968 pelo suíço Erik von Däniken, o filme sugeria que todos os nossos ancestrais, desde as civilizações mais antigas, não foram os autores das suas conquistas e legados; na verdade, seus feitos teriam sido realizados com a ajuda – ou por autoria direta – de visitantes extraterrestres! Fenômeno da cultura pop           Enxerguei uma encantadora aura de ficção científica ao redor de tanta especulação. E ela mexeu com a minha imaginação! Depois ...

Nada de Novo no Front: jovens matando jovens numa guerra sem sentido

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Nada de Novo no Front: direção de Edward Berger ENFIM, UMA ADAPTAÇÃO ALEMÃ DESSE CLÁSSICO ANTIGUERRA O título do livro Nada de Novo no Front , escrito em 1929 por Erich Maria Remarque, tem ligação direta com seu epílogo. O protagonista, o recruta Paul Bäumer, encontra seu trágico destino alguns dias antes do término da guerra, de modo corriqueiro, num dia tão calmo que o relatório do exército se limitou a reportar que nada digno de nota acontecia no front de batalha. Tal ironia não é sequer citada no remake de Nada de Novo no Front , realizado em 2022 pelo diretor alemão Edward Berger; outras passagens do livro também são omitidas no filme, enquanto grande quantidade de detalhes são acrescentados livremente pelo diretor e seus corroteiristas, o que levou muitos críticos a questionar a qualidade dessa adaptação.          Edward  Berger, porém, traz vários argumentos para sustentar o posicionamento ousado que assumiu em seu filme; além da adequação às n...

Crítica | O Melhor Lance: o amor está a venda?

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O Melhor Lance: direção de Giuseppe Tornatore NO AMOR E NA ARTE, O FALSO E O AUTÊNTICO SE CONFUNDEM Giuseppe Tornatore se tornou um dos nomes mais aclamados do cinema italiano. Seu Cinema Paradiso  arregimentou fãs incondicionais no mundo todo e o consagrou como cineasta sensível, habilidoso em lidar com as forças emocionais dos seus personagens. Sua parceria com o compositor Ennio Morricone, que rendeu nove longas e vários comerciais de TV, ajudou a consolidar seu estilo envolvente e fortemente agarrado às tradições do audiovisual italiano. Em 2013, quando realizou O Melhor Lance , acabou cercado de expectativas, tanto por parte da crítica como dos cinéfilos: seria seu primeiro filme falado em inglês! Mais que isso, seria seu primeiro filme digital! Longe da prosódia que dá sabor ao idioma italiano e sem a sensação tátil que nos chega vibrante por meio do celuloide, como Tornatore se sairia? Muito bem, devo dizer! Um drama com atmosfera de thriller       ...

Crítica | Ran: Kurosawa se inspirou em Rei Lear, de Shakespeare?

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Ran: direção de Akira Kurosawa O CINEMA ENCONTRA SUA ELOQUÊNCIA NO VISUAL Convulsões políticas me põem angustiado. Elas me obrigam a refletir sobre essa falsa dicotomia entre o individual e o coletivo. Desde que fui apresentado à alteridade, ainda nas fraldas, aprendi a enxergar os indivíduos que me cercam. A coletividade, essa abstração enevoada, começou a tomar forma na adolescência, mas só ganhou nitidez em momentos específicos: a vibração da plateia num show de rock, as vestimentas da moda imperando nas vitrines, a explosão no momento do gol... Coletividade virou palavra de ordem para defender os interesses midiáticos. Coletivo x indivíduo           A necessidade de fazer escolhas políticas também tenta abafar as manifestações individuais, ao nos atropelar feito manada de búfalos destrambelhados. Tenta, mas dificilmente consegue. É que somos indivíduos e lidamos com a realidade nas dimensões física, psicológica e espiritual. A coletividade só existe com...