M*A*S*H

O CASO DE UM FILME BRILHANTE OFUSCADO PELO PRÓPRIO SUCESSO


M*A*S*H: direção de Robert Altman


Uma comédia sexista, politicamente incorreta, ácida e irreverente. Comportada, se comparada ao humor escrachado de hoje. Mas como era arrojada e moderna quando foi lançada em 1970! Retratou uma juventude transgressora, antibelicista e... hippie. O estilo improvisado do diretor Robert Altman tornou o filme atemporal – vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado. Com Donald Sutherland e Elliott Gould no elenco, M*A*S*H acabou ofuscado pela série de TV.
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            Os atores falando todos ao mesmo tempo, a câmera passeando despreocupada e uma quantidade enorme de cenas externas. M*A*S*H tinha jeitão de filme independente, mas foi uma aposta de Hollywood. Narra as desventuras de uma unidade médica do exército americano em plena guerra da Coréia, mas a carapuça serve muito bem para a guerra do Vietnã.
            Além de Donald Sutherland e Elliott Gould, passa pelo elenco Robert Duvall, Sally Kellerman, Tom Skerritt e Gary Burghoff. Os personagens saíram do cinema e foram direto para a televisão, onde figuraram numa série de enorme sucesso, que ficou 11 anos no ar – de 1970 a 1983. Dos atores, apenas Burghoff, que interpretava o impagável Radar, atuou na série. Por esse motivo os nomes mais ligados à sigla M*A*S*H são os de Alan Alda, Wayne Rogers e McLean Stevenson.
            Outro ícone do filme é a canção-tema Suicide Is Painless, de Jonny Mandel e Mike Altman. O roteiro de Ring Lardner Jr. foi adaptado do livro de Richard Hooker. M*A*S*H é uma produção americana sobre americanos, mas teve imenso impacto na cultura mundial. Lidou com temas universais, apresentou personagens bem construídos e apresentou um vasto arsenal de piadas, capaz de aniquilar qualquer mau humor.

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