Crítica | Super 8: aventura, ficção científica e paixão pelo cinema

Super 8: filme dirigido por J J Abrams
DE ONDE VEM A PAIXÃO PELO CINEMA? NÃO SEI! MAS SEI AONDE ELA PODE NOS LEVAR!
J.J. Abrams escreveu e dirigiu, Steven Spielberg produziu e meteu o dedo na história. O resultado é Super 8, uma empolgante homenagem ao cinema, realizada em 2011 com imaginação e competência. Repleto de aventuras, ação e muita inventividade, o filme é um presente para os cinéfilos que vêm o cinema com olhos perdidamente apaixonados.Aventura, ficção científica e muita diversão
Super 8 nos conta a história de Joe Lamb (Joel Courtney), um garoto criativo que acaba de perder a mãe e tenta se entender com o pai, xerife de uma cidadezinha em Ohio, que não encontra tempo para dar atenção ao filho. Junto com um bando de amigos excêntricos, o garoto abraça um projeto ousado: realizar um filme sobre zumbis para uma competição local. Durante uma das incursões noturnas, os promissores cineastas acabam registrando um pavoroso acidente de trem e se metem numa trama de suspense e ficção científica.Gosta de analisar os filmes em profundidade?
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Super 8: a soma de Steven Spielberg com JJ Abramns
Eles sabem contar uma boa história
Super 8 é um filme de época. A trama acontece no final dos anos 1970 e fala de garotos com autoestima elevada, por viverem numa comunidade próspera, que os incentiva a agir com autonomia e criatividade empreendedora. Quando se metem em confusões surpreendentes e perigosas, tentam se livrar usando as artimanhas do próprio cinema, provando que para contar uma boa história é preciso vivenciá-la de corpo e alma!
Personagens bem desenvolvidos
O filme lembra algumas das icônicas produções dos anos 80, como E.T. O Extraterrestre e Os Goonies, e tem o bom senso de ressaltar mais a aventura e o envolvimento emocional do que as peripécias da computação gráfica. J.J. Abramans nos lembra que fazer cinema, naquela época, exigia doses exageradas de paixão e esforço – coisa que os jovens cineastas de hoje resolvem com um punhado de cliques em equipamentos cada vez mais acessíveis.

Super 8: muita ação e diversão
Um diretor talhado para o espetáculo
À frente do elenco infantil, Joel Courtney e Elle Fanning esbanjam encantamento e carisma. São beneficiados pelo roteiro inteligente e bem costurado, com ótimas oportunidades para a criação de drama, tensão e suspense. A batuta do talentoso J.J. Abrams, que sabe como reger um espetáculo cinematográfico de puro entretenimento, faz de Super 8 um filme envolvente e divertido, para ser visto e revisto de vez em quando. Se você quer mais dicas de bons filmes como esse, encontrará nos artigos exclusivos que publico semanalmente na minha newsletter. Para recebê-la gratuitamente por e-mail, basta se juntar à comunidade da Crônica de Cinema. Inscreva-se grátis clicando aqui!
Veredito da crônica de cinema
★★★★☆(4 / 5 estrelas)
O que brilha: a direção competente de JJ Abrams, o roteiro bem costurado, a atuação envolvente de todo o elenco, a fotografia impecável, a concepção visual e a trilha sonora envolvente.
O que surpreende: com uma mistura equilibrada de drama, suspense e fantasia, o filme oferece muita diversão e faz uma bela homenagem ao cinema.
Acima da média. É entretenimento de qualidade.
Ficha técnica do filme Super 8
Data de produção: 2011
Direção: JJ Abrams
Roteiro: JJ Abrams
Direção: JJ Abrams
Roteiro: JJ Abrams
Elenco:
- Joel Courtney
- Elle Fanning
- Kyle Chandler
- Noah Emmerich
- Ron Eldard
- Bruce Greenwood
- Riley Griffiths
- Ryan Lee
- Zach Mills
- Josh McFarland
- Gabriel Basso
- Amanda Michalka
- Glynn Turman
- Michael Hitchcock
- David Gallagher
A empatia desses garotos me remeteu a minha infância e isso me fez assistir e ver o filme de forma muito lúdica, apesar dos dramas da história.
ResponderExcluirAh, também acho que jamais deveríamos perder a criatividade e a capacidade de fantasiar. O cinema pode nos manter conectados com essas emoções!
ExcluirVários motivos para eu gostar desse filme: se passa em 1979, com garotos na faixa dos 14 anos. A idade que eu tinha na época. Também adorava cinema e poderia ter sido amigo deles; uma história com cara de anos 1980: pessoas comuns em uma situação extraordinária. Pena que, depois desse filme e Cloverfield, J.J. esqueceu como se produz obras-primas e nunca mais acertou.
ResponderExcluirTambém me identifiquei com os personagens, Giogio. Quanto ao JJ Abrams, acho que ele está mais dedicado à função de produtor, que o coloca no centro dos acontecimentos da indústria do cinema. Talvez ele ainda nos surpreenda com outro bom filme.
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