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Crítica | O Último Grande Herói: John McTierman fez uma sátira dos filmes de ação e usou toques de metalinguagem. É inteligente e criativo!

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O Último Grande Herói: filme de John McTiernan UM INESPERADO EXERCÍCIO DE METALINGUAGEM O filme O Último Grande Herói , dirigido em 1993 por John McTierman,  é mais uma comédia de ação estrelada por Arnold Schwarzenegger. Conta a história de um garoto que, de repente, se vê transportado para a realidade paralela dos filmes de ação. Tornou-se um estrondoso fracasso de bilheteria, causado por uma série de decisões equivocadas dos marqueteiros do estúdio – foi lançado praticamente junto com Jurassic Park - Parque dos Dinossauros , do Steven Spielberg, esse sim um arrasa-quarteirão! O filme, porém, merece um olhar mais atento, pois tem qualidades para surpreender os cinéfilos mais exigentes.  Ingresso para uma realidade paralela           A sinopse de Último Grande Herói é simples: Danny Madigan, interpretado por Austin O'Brien, é um garoto que acaba de perder o pai para o câncer e encontra nos filmes de ação que enaltecem a violência uma forma ...

Crítica | Amarcord: as lembranças de Fellini eternizadas num filme inesquecível

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Amarcord: filme dirigido por Federico Fellini HUMOR, LIRISMO, NOSTALGIA E UMA ATMOSFERA ONÍRICA Quando foi lançado em 1973,  Amarcord  evocava um certo clima de safadeza, dada a sua temática sexual – eram tempos bem mais puritanos! Hoje é esta obra de Federico Fellini é reconhecida como grande clássico, com relevância na história da sétima arte. É uma comédia dramática composta de um amontado de cenas e esquetes, que não estão presos a uma linha de tempo ou a uma trama estruturada. Não há uma história a ser seguida; tudo o que temos são situações que lampejam como recordações da infância e da adolescência de Fellini, vividas em Rimini, sua cidade natal. Amor, sexualidade, vida familiar, religião, política, educação, cinema, causos... Tudo é contado com doses generosas de humor, lirismo, nostalgia e emoções verdadeiras. Lembranças do cineasta           O significado do título desperta curiosidade.  Amarcord , que virou neologismo no idiom...

Crítica | Planeta dos Macacos: A Origem: Rupert Wyatt pôs as mãos num grande roteiro e trouxe a dramaticidade que até hoje faz bem à franquia

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Planeta dos Macacos: A Origem: filme dirigido por Rupert Wyatt FICÇÃO CIENTÍFICA ANCORADA EM ÓTIMOS PERSONAGENS Em 1963 o francês Pierre Boulle escreveu um romance de ficção científica onde narrava o autoextermínio da raça humana pelo uso descontrolado das tecnologias que criou, o que abriria o  caminho para que os símios dominassem o planeta. Deu ao seu romance o título de La Planète Des Singes . Pronto! Cinco anos depois, surgiu nas telas O Planeta dos Macacos , filme estrelado por Charlton Heston, que amealhou fãs no mundo todo, ditou novas possibilidades para a ficção científica e originou uma franquia que nunca mais saiu de cartaz. Uma das etapas mais vistosas dessa trajetória aconteceu em 2011 com o lançamento de Planeta dos Macacos: A Origem . Um reboot oportuno           As técnicas de captura de imagens digitais conseguiram a proeza de se tornar, elas próprias, transparentes para o espectador. Nada de maquiagem ou truques cosméticos para carac...

A Dama Dourada: a história real do retrato de Adele Bloch-Bauer

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A Dama Dourada: filme dirigido por Simon Curtis UM FILME ELEGANTE E SENSÍVEL, COM DOSES EXATAS DE DRAMATIZAÇÃO Gustav Klimt conquistou um lugar especial como expoente da Art Nouveau. Seus quadros são facilmente reconhecidos pela beleza extravagante, pela originalidade e pela exuberância do estilo dourado –uma fase do seu trabalho que perdeu força com a ascensão do expressionismo. O artista se tornou motivo de orgulho para o povo austríaco e conquistou um lugar de destaque na história da arte; estava no auge quando pintou o retrato de Adele Bloch-Bauer, em 1907, por encomenda de Ferdinand, marido da socialite. A obra, no entanto, foi pura e simplesmente confiscada pelos nazistas, quando o partido tomou o poder na Áustria – aliás, a gangue de Hitler surrupiou todo o valioso acervo da família!           Depois da guerra, o retrato de Adele Bloch-Bauer foi parar na Austrian State Gallery e virou patrimônio cultural do país. Ficou tudo por isso mesmo, até...

Crítica | Mad Max (1979): o baixo orçamento salvou esse filme?

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Mad Max: filme dirigido por George Miller O PONTO MÁXIMO DA LOUCURA PÓS-APOCALIPTICA No final dos anos 1970, costumava ir depois da aula até os sebos no centro da cidade, para vasculhar as estantes à procura de livros baratos e histórias em quadrinhos. Era frequente encontrar exemplares em inglês da revista Heavy Metal e em francês da Metal Hurlant , os quais colecionava. O universo gráfico que vislumbrava no folhear de cada página era feito de pura modernidade; não havia estética mais ousada e imaginativa chegando por meio da mídia convencional. Até que me deparei com o filme Mad Max , realizado em 1979 por George Miller. Ultrapassando limites            Na tela, reconheci imediatamente o visual pós-apocalíptico e a abordagem distópica que tanto apreciava nos quadrinhos. Mad Max veio como um sopro de novidade, impondo um tratamento diferente para os elementos de ação e perseguição, comuns nos filmes do gênero. As doses de violência eram mais intensas, as...

Crítica | Os Bons Companheiros: conheça o mafioso real que inspirou esse filme

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Os Bons Companheiros: filme dirigido por Martin Scorsese LINGUAGEM INOVADORA E AUTENTICIDADE Quando Martin Scorsese filmou Os Bons Companheiros , em 1990, o retrato da máfia já estava nítido no imaginário popular, pintado em detalhes por Francis Ford Coppola na sua trilogia  O Poderoso Chefão . Entretanto, a linguagem crua e autêntica, trazida quase duas décadas depois por este diretor nova-iorquino, soou como um sopro de renovação no gênero; o público teve a sensação de que, agora sim, iria bisbilhotar o verdadeiro mundo do crime organizado em sua intimidade mais reveladora. Um autor íntimo do assunto           O mérito de tão significativa proeza, antes de ser creditado a Scorsese, deve ir para Nicholas Pileggi, autor do livro Wiseguy , no qual o filme  Os Bons Companheiros se baseou. O livro foi um verdadeiro achado para o diretor, pois forneceu o material inédito e original que precisava para dar início à sua reputação de “cineasta especializ...

Crítica | A Vida é Bela: quais são os erros e os acertos?

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Direção: Roberto Benigni UM COMEDIANTE VIVENDO OS HORRORES DO HOLOCAUSTO Para uns, belo e poético, para outros, esquizofrênico e desrespeitoso. O fato é que o filme  A Vida é Bela , comédia dramática de 1997 dirigida por Roberto Benigni, brincou com um assunto sério e navegou num mar de polêmicas, mas terminou atracando nas docas do sucesso. Venceu o Grand Prix do Festival de Cannes em 1998 e faturou três Óscares: melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor trilha sonora – composta por Nicola Piovani. Escrito pelo próprio Benigni em parceria com o roteirista Vincenzo Cerami, o filme ainda suscita discussões acaloradas entre os cinéfilos. Um filme em duas partes          A história contada no filme  A Vida é Bela se passa durante a Segunda Guerra Mundial, na cidade de Arezzo, na região da Toscana. Guido Orefice, interpretado pelo próprio Benigni, é um judeu destrambelhado, que ganha a vida como garçom, mas sonha em abrir uma livraria. Conhece Dora, ...