Crítica | Fama: o legado estético deixado por Alan Parker continua valioso
Fama; filme dirigido por Alan Parker
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Fama: oito personagens perseguindo o sucesso
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Fama: em primeiro plano, os dramas humanos
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Fama: um legado estético que permanece influenciando
Direção: Alan Parker
Roteiro: Christopher Gore
FALOU COM A JUVENTUDE DOS ANOS 80 E AINDA TEM MUITO A DIZER
Depois de filmar O Expresso da Meia-Noite, Alan Parker achou por bem retomar sua paixão pelos musicais. Foi parar em uma escola de artes performáticas de Nova Iorque, para contar as aventuras e desventuras dos jovens que batalham para ingressar no competitivo mundo do showbizz. Seu filme Fama, de 1980, aborda o tema com sensibilidade, enquanto expõe os sonhos, as ansiedades e as inquietações dos que correm atrás dos holofotes em busca de reconhecimento e realização. Conseguiu um imenso sucesso e marcou toda uma geração; ditou moda, inspirou a abertura de escolas de artes em todo o mundo e emplacou canções inesquecíveis nas paradas de sucesso.
Uma ideia inspirada
Fama nasceu primeiro na cabeça do produtor David De Silva, depois que ele assistiu ao musical A Chorus Line, sobre dançarinos que disputam vaga em um espetáculo, durante as audições para seleção do elenco. Teve uma ideia inspirada: imaginou contar a história pregressa dos candidatos, desde a formação na escola de artes. Contratou Christopher Gore para escrever o roteiro e viabilizou a produção junto a um grande estúdio. O projeto caiu nas mãos do inglês Alan Parker, diretor consagrado, com sólida experiência no mercado da publicidade.
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Fama: oito personagens perseguindo o sucesso
Um diretor inglês filmando em Nova Iorque
Alan Parker chegou a Nova Iorque para realizar Fama com sua equipe britânica e descobriu as benesses e as dificuldades de fazer cinema num país altamente sindicalizado, como os Estados Unidos. Durante meses acompanhou a vida real de vários jovens que frequentavam a High School for the Performing Arts de Manhattan, na 46th Street. Depois de um exaustivo processo de seleção, o diretor fechou o elenco com atores fortemente identificados com os personagens que representariam.A memorável cena do refeitório
Para realizar Fama, o diretor trabalhou no roteiro de Christopher Gore e ampliou o alcance dramático dos personagens; acrescentou as incontáveis impressões que colheu durante o seu convívio com os alunos da escola – o que ficou evidente na cena do refeitório, a mais memorável delas, onde conseguiu extrair muita espontaneidade dos jovens, especialmente dos oito personagens principais..jpg)
Fama: em primeiro plano, os dramas humanos
Personagens bem construídos
A atmosfera de Fama é envolvente e sedutora. Mostra uma Nova Iorque glamorosa, mas revela seus bolsões de pobreza. Lembra o tempo todo que é possível vencer, mas que o fracasso é estatisticamente mais provável. Mostra personagens densos e nos faz torcer por eles, a partir do momento em que fazem o teste para ingressar na escola e depois, ano a ano, até o momento da formatura.O que conta é a performance
Música, dança, canto, teatro, malabarismo, mímica, mágica... Costumamos nos referir a essas modalidades como artes performáticas, pois elas demandam um ingrediente especial: a performance. Não nos importamos com os trajes usados pelo compositor enquanto anota sua melodia na partitura, nem com as caretas do escultor a martelar seu cinzel; o que nos interessa é o resultado final das obras por eles deixadas. Por outro lado, enquanto ouvimos um recital, assistimos a um número de dança ou acompanhamos uma peça de teatro, os gestos, movimentos e expressões dos artistas são parte integrante da obra. Em Fama, os personagens são cobrados pela performance. Não podem falhar!
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Fama: um legado estético que permanece influenciando
Um importante legado estético
Além da canção Fame, que venceu o Óscar de melhor canção original, o filme recebeu outra estatueta de melhor trilha sonora, que trouxe canções como I Sing The Body Eletric, Its Okay To Call You Mine?, Never Alone, Hot Lunch Jam e Out Here on My Own. O brilhante trabalho de edição assinado por Gerry Hambling também precisa ser ressaltado, pois além de costurar a obra cinematográfica, ditou os padrões para os videoclipes musicais dos anos 80. Depois disso, Fama ainda virou peça de teatro e ganhou um remake em 2009. Se você quer mais dicas de bons filmes como esse, encontrará nos artigos exclusivos que publico semanalmente na minha newsletter. Para recebê-la gratuitamente por e-mail, basta se juntar à comunidade da Crônica de Cinema. Inscreva-se grátis clicando aqui!
Veredito da crônica de cinema
★★★★★(5 / 5 estrelas)
O que brilha: a direção criativa de Alan Parker o roteiro bem construído, a produção musical impecável, a performance de todo o elenco e a concepção visual apurada.
O que surpreende: enquanto acompanha os personagens e seus dramas, Alan Parker impõe um estilo audiovisual que segue influente até nossos dias.
Imperdível. É cinema inovador e competente.
Ficha técnica do filme Fama
Ano de produção: 1980Direção: Alan Parker
Roteiro: Christopher Gore
Elenco:
- Irene Cara
- Lee Curreri
- Laura Dean
- Antonia Franceschi
- Paul McCrane
- Maureen Teefy
- Gene Anthony Ray
- Barry Miller

"Fama" está na minha lista de TOP5. Sou da citada geração de jovens de 1980.
ResponderExcluirÉ um filme inesquecível para os da minha geração.
ExcluirTambém me incluo nesse grupo! Assisti a esse filme diversas vezes na época do seu lançamento e comprei o LP com a trilha sonora. Fama falou muito de perto com a nossa geração!
ResponderExcluirTambém faço parte dessa geração e assisti várias vezes esse filme cheio de glamour. Parabéns pela crônica. Excelente 👏👏👏👏👏
ResponderExcluirAh, muito obrigado!!
ExcluirParabéns pelo texto! Filme que marcou minha geração e influenciou minha atuação profissional.
ResponderExcluirGrato pelo feedback. Fico animado para seguir escrevendo. Abraço!
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