Crítica | Calígula: O Corte Final: sem as cenas de sexo explícito, as excelentes atuações ficaram em destaque
Tinto Brass e Gore Vidal renegaram Calígula: lixo cinematográfico UM FILME REVISIONISTA, SEM A MESMA VOCAÇÃO PARA O ESPETÁCULO Nos anos 1970, Bob Guccione era um pornógrafo de sucesso. Dono da revista Penthouse, investiu algum dinheiro em produções de cinema e gostou da experiência; desenvolveu uma ambição peculiar: criar seu próprio gênero cinematográfico. Imaginou um drama épico de relevância histórica e sólidos valores artísticos, misturado com cenas de sexo explícito. Concluiu que Calígula – o tirânico imperador romano que os livros de história registraram como um louco com delírios de grandeza –, seria o protagonista ideal para transmitir credibilidade com um bom tanto de lascívia. Pronto! Deu início ao mais caro filme independente até então já produzido. Nada como um verniz para o acabamento Guccione contratou o consagrado escritor Gore Vidal para escrever o roteiro e o diretor italiano Tinto Brass para garantir uma abordagem erótica com est...