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Os Sete Samurais

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Os Sete Samurais: filme dirigido por Akira Kurosawa Quando as histórias se tornam patrimônio comum e universal, podem ser contadas e recontadas sem perder a originalidade ------------------------------ Akira Kurosawa influenciou, mas também foi influenciado pelo western. Em Os Sete Samurais, de 1954, trouxe arquétipos que foram teletransportados para as pradarias americanas. Primeiro, no filme Sete Homens e Um Destino, dirigido em 1960 por John Sturges. Depois, no remake de 2016 dirigido por Antoine Fuqua. Enjeitados que se redimem, malfeitores que pagam por seus erros, indefesos que se descobrem corajosos... O cinema tem permissão para retomar as boas histórias, desde que traga uma leitura pertinente. Newsletter da Crônica de Cinema. Inscreva-se gratuitamente e receba textos exclusivos por e-mail. QUERO RECEBER Drops de Cinema Os Sete Samurais Data de produção: 1954 Direção: Akira Kurosawa Roteiro: Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto e Hideo Oguni Elenco: Takashi Shimur...

Crítica | O Quarto de Jack: descubra as diferenças entre o filme e o romance

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O Quarto de Jack: filme dirigido por Lenny Abrahamson UMA HISTÓRIA FICTÍCIA, ESCRITA COM IMAGINAÇÃO A irlandesa-canadense Emma Donoghue é autora de best-sellers, premiada internacionalmente e festejada por uma legião de leitores. Talentosa e imaginativa, ela escreve romances, contos, peças de teatro e roteiros de filmes. Ao publicar seu romance Quarto , em 2010, ela já trouxe na manga uma adaptação paras as telas, que se materializou mais tarde no filme O Quarto de Jack , dirigido em 2015  por Lenny Abrahamson. A aqui ela nos conta uma história fictícia, trágica e perturbadora, cujo tema é o amor de uma mãe corajosa por seu filho indefeso; os dois são mantidos em cativeiro há anos, mas se apegam à vida com garra. Enquanto luta para conquistar a liberdade, a protagonista demonstra capacidade de superação e uma profunda compreensão da maternidade, o que a torna invencível e indestrutível. Uma realidade desesperadora           Ma e Jack são pris...

Crítica | Yesterday: a ideia é ótima, mas o roteiro é fraco

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Yesterday: filme dirigido por Danny Boyle COMO DESPERDIÇAR UMA ÓTIMA IDEIA A comédia romântica Yesterday , dirigida em 2019 por Danny Boyle, está baseada numa ideia incrivelmente boa, que nasceu na cabeça do  roteirista Jack Barth: ele imaginou um protagonista que acorda e descobre que é o único no planeta que se lembra das canções dos Beatles. Vasculha a internet e não encontra uma única vírgula sobre o quarteto de Liverpool, mas sabe de cor as letras, os acordes, os arranjos... Em certo momento ele pensa que as canções são criações da sua mente e, num arroubo pretencioso, posa de compositor diante do espelho. Por fim, conclui que é proprietário de um acervo valioso demais para ficar enfurnado nos confins da sua memória. Decide assumir a responsabilidade de divulgá-lo para o mundo. Faltou esmero na produção musical           Jack Barth escreveu o roteiro e deu ao seu filme o título de Cover Version , mas o projeto jamais decolou. Em vez disso,...

Crítica | Ella e John: cenas de velhice explícita

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Ella e John: filme dirigido por Paolo Virzì VIAJANTES COM MUITA BAGAGEM Atenção! Ella e John , filme de 2017 dirigido pelo italiano Paolo Virzì, contém cenas de velhice explicita! Sim, aquela velhice escrachada, que constrange com sinceridades e cria situações cômicas em série; arranca risos e gargalhadas, mas invariavelmente descamba para o drama humano. Faço o alerta porque acredito que muitos espectadores não estão preparados para assistir a cenas em que dois seres humanos se prestam a esse lamentável papel de... envelhecer. Principalmente os muito jovens, que ainda não se dispuseram a pensar no assunto – e por que o fariam? Mas se quiserem um vislumbre do que é envelhecer, recomendo que comecem por um filme assim, leve e divertido, mas ao mesmo tempo denso e sensível. Um casal de atores do primeiro time           Ella e John é uma comédia dramática que fala principalmente do amor. Ele surge na tela a partir de uma mistura de acontecimentos alegres...

Crítica | A Casa do Lago: toque poético que continua funcionando

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A Casa do Lago: filme dirigido por Alejandro Agresti PRODUÇÃO AMERICANA, DIRETOR ARGENTINO E ENREDO ORIENTAL A Casa do Lago , filme de 2006 dirigido pelo argentino Alejandro Agresti, está longe de ser uma daquelas produções românticas,  com apelos fáceis e clichês em série,  feitas para agradar apenas ao público ávido por histórias açucaradas. O filme tem conteúdo denso, personagens expostos em profundidade, senso de ritmo, uma atmosfera envolvente e muito charme. Ou seja: é cinema de qualidade. O par está mais... romântico!         Quando assisti ao filme, ainda associava o par Keanu Reeves e Sandra Bullock aos filmes de ação rasos, repletos de tiros, bombas e ônibus fora de controle. Aqui, ao contrário, eles assumiram um tom contido, sem as idiossincrasias que eventualmente contaminam as estrelas de Hollywood. Foram dirigidos com segurança por um cineasta que compreendeu os pontos fortes da história e se concentrou neles. Evitou os caminhos óbvios das com...

Crítica | Alien: O Oitavo Passageiro: nasce uma estrela do gênero terror

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Alien, o Oitavo Passageiro: direção de Ridley Scott CINEMA EM ESCALA INDUSTRIAL COM RELEVÂNCIA ARTÍSTICA Vamos voltar no tempo, até 1979. Às portas da década de 80 o mundo ainda era assombrado pela guerra fria. Nas salas de cinema, títulos como O Franco Atirador , O Expresso da Meia-Noite ,  Kramer vs. Kramer   e Apocalypse Now disputavam espaço. Os filmes considerados relevantes eram aqueles sérios, contundentes, densos e repletos de conteúdo artístico e dramático. Já um filme como  Alien, o Oitavo Passageiro , dirigido por Ridley Scott,  que ousava misturar ficção científica com terror, tinha poucas chances de ser discutido nas rodas de cinéfilos – pelo menos daqueles mais ortodoxos, que torciam o nariz para as produções comerciais e menosprezavam a função de entretenimento do cinema. Sucesso comercial arrebatador          Apesar de tudo,   Alien, o Oitavo Passageiro  c orreu por fora e se impôs como novidade; criou um novo padrã...

Crítica | Fragmentado: está entre os grandes thrillers psicológicos

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Fragmentado: filme dirigido por M. Night Shyamalan UM ATOR QUE VALE POR UMA MULTIDÃO Os filmes de M. Night Shyamalan funcionam bem comercialmente. Muitos espectadores não se importam de ser ludibriados com distrações, apenas para que no final levem um susto ou sejam surpreendidos por reviravoltas inusitadas. Mas  Fragmentado , seu filme de 2016, não segue essa fórmula; o diretor não se vale de truques baratos para alimentar o suspense. Ainda assim, consegue um resultado intenso e perturbador. Seu trunfo é James McAvoy, um ator talentoso, que sabe conversar com a câmera e se fazer convincente. Esse thriller psicológico é, portanto, um impressionante trabalho de ator! Jogo mental de gato e rato           Fragmentado conta a história de Kevin Wendell Crumb (James McAvoy), um sujeito habitado por 23 personalidades. É tratado pela Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley) como um curioso caso clínico. Ocorre que uma dessas personalidades descamba para o lado do...