Alien: o Oitavo Passageiro: terror e ficção científica numa mistura poderosa

Cena do filme Alien: o Oitavo Passageiro
Alien, o Oitavo Passageiro: direção de Ridley Scott

CINEMA EM ESCALA INDUSTRIAL COM RELEVÂNCIA ARTÍSTICA

Vamos voltar no tempo, até 1979. Às portas da década de 80 o mundo ainda era assombrado pela guerra fria. Nos cinemas, filmes como O Franco Atirador, O Expresso da Meia-Noite e Apocalipse Now disputavam audiência com O Show Deve Continuar, Kramer vs. Kramer e O Céu Pode Esperar. Cinema relevante era sério, contundente, denso repleto de conteúdo artístico e dramático. Um filme misturando ficção científica com terror tinha poucas chances de ser discutido nas rodas de cinéfilos ligados na qualidade cinematográfica.
        Acontece que Alien, o Oitavo Passageiro, dirigido por Ridley Scott, correu por fora e se impôs como novidade, criando um novo padrão para o cinema de entretenimento em escala industrial. Virou uma franquia e uma fonte de inspiração para incontáveis produções e lançou os holofotes sobre os nomes do diretor e da atriz principal, Sigourney Weaver.
        O filme conta a história dos sete tripulantes da nave Nostromo, uma espécie de cargueiro sideral transportando minérios, que recebe instruções para pousar em um planeta para verificar a origem de um estranho sinal. Cumprem a ordem, mas voltam para a nave transportando um intruso, que toma proporções monstruosas e vai eliminando um por um dos astronautas confinados.
        Depois de incontáveis tratamentos e contribuições de vários profissionais, Dan O'Bannon e Ronald Shusett assinaram o roteiro final de Alien: O Oitavo Passageiro. Além desse esforço, somaram-se os detalhados storyboards de Ridley Scott e a incrível concepção visual assinada por H. R. Giger – de uma qualidade artística relevante. Isso tudo sem contar o intenso trabalho em escala industrial colocado a serviço de um único objetivo: contar uma história simples e envolvente. Eis aqui um produto feito para durar, por décadas e décadas!
        Ainda hoje Alien, o Oitavo Passageiro está aí para nos mostrar que qualquer obra cinematográfica deve estar ancorada em uma sólida concepção visual, seja uma grande produção de Hollywood, seja um filme independente de baixo orçamento. Aliás, é assim com qualquer produto industrial.

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Resenha crítica do filme Alien: O Oitavo Passageiro

Data de produção: 1979
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Dan O'Bannon e Ronald Shusett
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm E Yaphet Kotto

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Comentários

  1. 1979....ano da estreia nos cinemas brasileiros. Faixa etária, no mínimo 14 anos. Não pude assistir.... Medo pelos relatos de outros que nos dava a sensação e impressão de algo assustador e terrorificante nunca antes experimentado nessa fusão "Terror/ficção científica". A porta de entrada do entoa desconhecido Riddley Scott (ele contava somente com o desconhecido mas de ótima concepção do livro honomino de Joseph corand "os duelistas" que me espanta, porque a versão cinematográfica dessa obra literária é melhor pelo seu final)
    Um marco de época
    Somente na era do VHS tive o prazer enfim de conhecer sabendo rasamente de seu enredo. Weaver se tornaria estrela anos depois e a concepção como criação de um novo gênero nascia em Hollywood com certeza.
    Grande suspense

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    1. Aliens, numa sala de cinema, naquela época... Foi uma experiência e tanto! E também foi o cartão de visita de Ridley Scott, um cara que saiu do mundo publicitário para fazer cinema.

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  2. Assisti 'Alien' no cinema em setembro de 1979 e fiquei positivamente impressionado e surpreso com o conceito apresentado. Mais tarde fiquei sabendo que este trabalho de Ridley Scott teve a inspiração da obra ficcional 'It' de 1958.

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    1. Ah, o cinema é pródigo em captar referências, aqui e ali. Tenho certeza de que os realizadores viraram suas antenas para todos os lados enquanto concebiam o filme.

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