Crítica | A Condenação: Tony Goldwyn dá liberdade para seus atores e realiza um filme eloquente
A Condenação: direção de Tony Goldwyn AINDA BEM QUE EVITARAM O MELODRAMA Certo, vamos partir do princípio de que não existe sistema judiciário perfeito. Aliás, no campo das ciências humanas, falar em perfeição é um atrevimento; mais apropriado é avaliar os sistemas de justiça pela sua eficácia. O que esperamos deles? Que garantam o cumprimento das leis e protejam os cidadãos da interferência dos poderosos, dos agentes políticos e dos governos. Acontece que, vez ou outra, algumas partes interessadas – como a polícia, o sistema prisional, a mídia, grupos de pressão e tantos outros agentes sociais – conseguem manipular o sistema na surdina; imparcialidade e independência deixam de existir e isso faz com que a eficácia caia por terra. O sistema de justiça decide de forma... injusta! Os danos são irreparáveis, pelo menos até o momento em que alguém consegue encontrar o erro e corrigi-lo. O filme é baseado em fatos A Condenação , filme de 2010 dirigido ...