Blade Runner 2049


Blade Runner 2049: filme dirigido por Denis Willeneuve
Alguns filmes tentam antever o futuro. Outros nos trazem conceitos estéticos capazes de influenciá-lo e moldá-lo. São esses que conseguem marcar uma época
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            2049 é só mais uma data para Blade Runner. Nas mãos do diretor Denis Villeneuve, a magia continua. Os replicantes convivem com os digitais para povoar a nossa imaginação com novas fantasias. Nessa continuação realizada em 2017, Ryan Gosling dá vida a K, um produto da bioengenharia que trabalha como “ Caçados de Androides” para a polícia. Ele tropeça em segredos capazes de dar um nó nas crenças existenciais de qualquer espectador.
            O que é inteligência? O que é vida? O que é alma? O que é sentir? Emocionar-se? O que é amar? Para alguns, essas questões interferem demais no andamento do filme, tão ansiosos que estão para ver Harrison Ford entrando em cena. Os que entendem que as sequências de ação devem estar a serviço da trama, são mais condescendentes.
            Passei algumas décadas imaginando se os produtores teriam coragem de inventar uma continuação para Blade Runner e como ela poderia ser construída. Ridley Scott já havia anunciado seu engajamento no projeto – já havia até um romance pronto, intitulado Blade Runner 2: The Edge of Human, editado por K. W. Jeter em 1995. Mas essa continuação acabou sendo realizada a partir do romance escrito por Philip K. Dick em 1968, intitulado Do Androids Dream of Electric Sheep?, com roteiro de Hampton Fancher e Michael Green.
            Ah, quantas datas envolvidas nessa excelente continuação! 2049 é só mais uma delas!

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