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Crítica | Eu Sou a Lenda: essa versão com Will Smith é um vibrante filme de ação

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Eu Sou a Lenda: filme dirigido por Francis Lawrence UMA IMAGEM PODEROSA NAQUELES DIAS DE PANDEMIA Eu Sou a Lenda , dirigido em 2007 por Francis Lawrence,  é a terceira adaptação do livro homônimo de Richard Matheson, publicado em 1954. A primeira foi  Mortos Que Matam , de 1964, dirigido pela dupla Sidney Salkow e Ubaldo B. Ragona e estrelado por Vincent Price. Depois veio  A Última Esperança da Terra , de 1971, dirigido por Boris Sagal e estrelado por Charlton Heston. Talvez por ser o mais recente, foi o  remake estrelado por Will Smith que ficou gravado em minha mente e veio à tona quando precisei encarar os desafios da pandemia do Covid19. Trancados em casa, olhando as ruas desertas          Lembro que naqueles dias de  confinamento draconiano, Ludy e eu nos trancafiamos no apartamento por duas semanas. Não vimos necessidade de sair à rua, já que conseguia atender meus clientes pela internet e minha mulher estava aposentada. Pre...

Crítica | Onde os Fracos Não Têm Vez: geniais, os irmãos Coen subvertem as regras da narrativa cinematográfica

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Onde os Fracos Não Têm Vez: direção de Ethan e Joel Coen HÁ ALGO QUE VOCÊ JAMAIS ENXERGARÁ NESSE FILME Há incontáveis megabytes de críticas, resenhas, especulações e até dossiês completos na internet sobre Onde os Fracos Não Têm Vez , dirigido em 2007 por Ethan e Joel Coen. O filme se tornou um verdadeiro objeto de culto entre alguns cinéfilos e confesso que relutei antes de escrever sobre ele. Não queria ser repetitivo, nem cair no lugar comum; então, decidi comentar sobre aquilo que pode ter passado despercebido pela maioria dos espectadores. O estilo áspero de Cormac McCarthy           Mas antes, será preciso trazer à tona algumas obviedades. A primeira delas é que o material não foi originalmente escrito pelos irmãos Coen. Trata-se, sim, de uma adaptação do romance com o mesmo título, escrito por Cormac McCarthy. O autor, que morreu em 2023 aos 89 anos, é festejado como um dos maiores escritores americanos e assinou vários romances, peças de teatro e r...

Crítica | Guerra Mundial Z: Marc Forster temperou ação e dramatização e entregou um ótimo filme de zumbis. O carisma de Brad Pitt ajudou!

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Guerra Mundial Z: filme dirigido por Marc Forster BASTAM DEZ SEGUNDOS PARA O VIRUS INFECTAR E POUCAS CENAS PARA CAPTURAR SUA ATENÇÃO Resolvi comentar aqui na Crônica de Cinema sobre o filme Guerra Mundial Z , uma produção americana de 2013 estrelada por Brad Pitt. – Ora, mas é um filme de zumbis! – reclamariam aqueles mais interessados em ler sobre produções autorais e edificantes. Confesso que relutei em assistir a esse filme. Zumbis sempre foram repugnantes e deveriam ficar restritos aos trash movies . Mas, depois que embarquei nessa aventura, adorei a experiência! Ritmo, agilidade e senso de urgência           Em Guerra Mundial Z os zumbis são produto de um vírus desconhecido, que se alastra com rapidez assombrosa – em apenas dez segundos a vítima se transforma em um voraz transmissor da doença, cujo único propósito é disseminar o vírus. L ogo nas primeiras cenas, a  velocidade e o sentido de urgência assumem o comando. Som...

Crítica | Parasita: Bong Joon-Ho salta direto da comédia para tragédia, sem dar nitidez aos seus personagens

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Parasita: filme dirigido por Bong Joon-Ho O FOCO É NO  DUALISMO ORIENTAL  Em 2020 o  grande vitorioso na festa do Óscar foi o filme Parasita , dirigido em 2019 por Bong Joon-ho; levou as estatuetas de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original e melhor filme internacional. O longa sul-coreano foi  realizado com competência e criatividade, mas é o mínimo que se poderia esperar de um filme que chegou ao topo. Seu apelo comercial, contudo, vem de elementos externos e não da sua construção cinematográfica. Seu cinema não é revolucionário – nem sequer inovador. É vistoso, fluente e sabe prender a atenção do espectador; tem um enredo provocador e explora as dinâmicas cômicas e dramáticas que consegue gerar; mas a pouca nitidez com que retrata seus personagens é o seu ponto fraco. De onde vem tamanha desenvoltura?           Em Parasita , ficamos intrigados com a conjunção de fatores que teria levado a família de Kim Ki-Ta...

Crítica | No Escuro da Floresta: Patrícia Rozema vai muito além do apocalipse: ao ao âmago do ser feminino

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No Escuro da Floresta: filme dirigido por Patricia Rozema O APOCALIPSE SE TORNA INTIMISTA AO GANHAR UM TOQUE FEMININO Por pouco minha mulher e eu deixamos de assistir ao filme  No Escuro da Floresta , escrito e dirigido em 2016 pela canadense Patricia Rozema. Classificado no serviço de streaming como um drama e descrito rapidamente como um filme pós-apocalíptico, não causou empolgação quando nos deparamos com ele na aba de sugestões. O que me motivou a apertar o play foi a capa, ilustrada com a foto de Ellen Page e Evan Rachel Wood, duas atrizes conhecidas de outras produções de qualidade. Música, atmosfera e ambientação         Ainda bem que apertei o play! O filme conquista logo de cara com a música de Max Richter, o compositor alemão que assina a trilha sonora. As cenas sempre muito iluminadas, a ambientação calorosa e aconchegante e os belos cenários internos e externos ajudam a caracterizar os personagens já no começo. Somos apresentados a uma família est...

Crítica | Ferrugem: Aly Muritiba realizou um filme maduro, sobre as nossas dificuldades de comunicação

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Ferrugem: filme dirigido por Aly Muritiba É SOBRE JOVENS, MAS CONVERSA COM TODAS AS GERAÇÕES Ludy e eu tínhamos um forte motivo para assistir ao filme Ferrugem , dirigido em 2018 por Aly Muritiba. Nada a ver com o fato de ter sido rodado em Curitiba – cidade onde vivemos – nem com as críticas favoráveis que circulavam na mídia. Naquela fria noite de quarta-feira, fomos a um cinema de shopping por um único motivo: prestigiar nosso sobrinho, que participara da produção como assistente de direção. Sim, caro leitor, pode me acusar de nepotismo! Mas, se entrei naquela sala de cinema pelo motivo errado, quando me levantei da poltrona, ao final da projeção, estava redimido. Assisti a um ótimo filme e  festejei a oportunidade de tê-lo visto na telona, em sua plenitude. Imersão no mundo hiperconectado dos jovens            Ferrugem parte de  um roteiro bem costurado, assinado pelo próprio Aly Muritiba e por Jessica Candal. Traz ótimas interpretaçõ...