O Irlandês


O Irlandês: filme dirigido por Martin Scorsese


Quando a história é boa e vale a pena ser contada, mas os personagens têm sérios desvios de caráter, o que faz um diretor criativo? Aposta tudo no carisma dos atores que vão interpretá-los!
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            Em O Irlandês, de 2019, as histórias de homens tortos, moralmente questionáveis, se cruzam numa disputa mortal por poder e dinheiro. Enfim, são todos bandidos torpes, que deixaram legados dispensáveis. Se os personagens merecessem, Martin Scorsese talvez pudesse até convocar bons atores para interpretá-los enquanto jovens. O resultado seria mais artístico e menos técnico. Mas preferiu rejuvenescer digitalmente os craques que se envolveram de corpo e alma na produção, como forma de exibir algum carisma na tela. Conseguiu! O magnetismo de Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci é absoluto em cena.
          O roteiro de Steven Zaillian, baseado no livro de memórias do investigador Charles Brandt, conta a história de como o tal Irlandês do título matou o famoso sindicalista ligado ao crime organizado, que desapareceu em 1975 sem deixar vestígios. Com três horas de duração, o filme aguçou a criatividade dos fãs: não seria melhor que virasse logo uma série?
          O fato é que o Irlandês era um projeto bastante aguardado na indústria do cinema. Scorsese já vinha tentando viabilizá-lo há anos e quando a conjunção de forças positivas finalmente se deu, os atores estavam… velhos! Velhos, mas imbatíveis. Tanto que seus nomes são pronunciados quando os espectadores querem se referir aos personagens. Aliás, como se chamavam os personagens, mesmo?

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