Perdido em Marte


Perdido em Marte: filme dirigido por Ridley Scott


O cinema nos leva a lugares onde nunca estivemos e que talvez jamais conheceremos. Lugares imaginários, que recordamos com afetividade e incorporamos ao nosso repertório de vida.
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            Já estive sozinho em Marte. Já pude sentir os efeitos da baixa gravidade e já comprovei que é possível sobreviver confinado, junto com a minha própria imaginação. O cinema sempre foi a nossa conexão com os mundos possíveis e impossíveis e desde os seus primórdios abrigou os visionários e entusiastas da ficção científica, um gênero que nasceu nas páginas impressas mas amadureceu no ecran.
            A grande mágica da ficção científica acontece quando a especulação tecnológica se casa com a narrativa ágil para gerar aventura, drama, emoção e divertimento. É isso que Andy Weir conseguiu produzir. Ele é um daqueles escritores de ficção científica que, como Arthur C. Clark, tem grande bagagem científica e sabe muito bem do que está falando. Em 2011 escreveu o romance Perdido em Marte, que em 2015 virou o filme dirigido por Ridley Scott e estrelado por Matt Damon.
            O Roteiro de Drew Goddard conseguiu manter o preciosismo técnico do autor e estabelecer uma imensa empatia entre espectador e protagonista. É um filme divertido, edificante e ótimo para ser visto e revisto de tempos em tempos.

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